Suprema Corte muda jogo do comércio internacional! Decisão de Trump causa reavaliação e impacta Brasil e mercados emergentes. Saiba mais!
A recente decisão da Suprema Corte dos Estados Unidos, que derrubou as tarifas unilaterais impostas por Donald Trump, está provocando uma reavaliação do comércio internacional. Especialistas e representantes da indústria, incluindo a Associação Brasileira da Indústria Têxtil (Abit), apontam para uma reorganização gradual do mercado, com impactos para empresas, consumidores e acordos comerciais.
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A medida, que não trouxe clareza sobre o destino dos recursos arrecadados pelo governo norte-americano, levanta questões sobre a devolução desses valores.
Segundo Fernando Pimentel, CEO da Abit, a questão da devolução dos valores deve ser conduzida pelas empresas que arcaram com o imposto e possuem a documentação necessária para questionar. Ele considera o tema “extremamente complicado” e avalia que o governo americano “irá resistir” a eventuais reembolsos.
O especialista ressalta que nem todas as tarifas devem desaparecer, como as impostas sobre aço e alumínio com base na Seção 232, justificadas por razões de segurança nacional.
Após a decisão da Suprema Corte, Donald Trump anunciou uma nova tarifa, baseada na Seção 122, que permite ao presidente impor tarifas de até 15% por até 150 dias para corrigir desequilíbrios na balança de pagamentos ou restrições comerciais.
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O Congresso americano deve decidir sobre a permanência das alíquotas após o período. O mercado financeiro reagiu de forma positiva ao anúncio, com altas em diversas regiões do mundo.
Paula Zogbi, estrategista-chefe da Nomad, avaliou que a tarifa imposta por Trump poderia ter sido maior, o que gerou otimismo no mercado. Ela acredita que as novas tarifas são temporárias e menores do que as anteriores, diminuindo as incertezas. Para o Brasil e outros mercados emergentes, o afastamento das incertezas é benéfico, mesmo que as tarifas de 10% sejam piores do que a remoção total das taxas.
O mercado financeiro brasileiro também reagiu positivamente, com o Ibovespa fechando acima dos 190 mil pontos pela primeira vez. Eduardo Lobo, representante da Abipesca, acredita que a retomada do mercado norte-americano pode impulsionar as receitas e o emprego, com a possibilidade de recuperar entre 4 mil e 5 mil postos de trabalho.
Roberto Azevedo, ex-diretor-geral da Organização Mundial do Comércio (OMC), alerta para o ambiente de incerteza gerado pelas mudanças e retaliações comerciais, que prejudica investimentos e a geração de empregos.
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