Suprema Corte dos EUA Anula Tarifas Impostas por Trump, Gerando Reações Internacionais
Na sexta-feira, 20 de fevereiro de 2026, líderes políticos americanos, especialistas em economia e representantes de diversos países reagiram à decisão da Suprema Corte dos Estados Unidos, que invalidou a maior parte das tarifas impostas pelo ex-presidente Donald Trump (Partido Republicano).
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A decisão, por 6 votos a 3, determina que a Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional não concede ao presidente a autoridade para impor tarifas amplas sem a aprovação expressa do Congresso.
A Corte entendeu que o presidente Trump extrapolou seus poderes ao utilizar essa legislação para justificar aumentos tarifários sobre importações de diversos parceiros comerciais. A decisão pode ter impactos significativos para empresas estrangeiras, importadores americanos e governos que estavam negociando acordos comerciais com os Estados Unidos.
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A incerteza sobre o futuro das relações comerciais e o impacto nas cadeias de suprimentos é uma preocupação central.
Reações nos Estados Unidos
A senadora democrata Kirsten Gillibrand classificou a decisão como uma confirmação de que o plano tarifário era “inconstitucional” e considerou as tarifas como “um imposto oculto pago por americanos”. A governadora Kathy Hochul, de Nova York, descreveu o aumento tarifário como “um imposto ilegal pela porta dos fundos”, que elevou os preços de produtos essenciais.
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O líder democrata no Senado, Chuck Schumer, avaliou que a decisão representa “uma vitória para o bolso de todo consumidor americano”.
A procuradora-geral do estado, Letitia James, afirmou que o julgamento representa “uma vitória crítica para o Estado de Direito”. O deputado John W. Mannion ressaltou que a Corte deixou claro que as tarifas globais eram ilegais e que a Constituição atribui ao Congresso o poder de regular o comércio exterior.
A comunidade econômica, representada pelo presidente do Federal Reserve Bank of Atlanta, Raphael Bostic, ainda busca avaliar os efeitos da decisão.
Reações da União Europeia
Um porta-voz da União Europeia, em contato com a Reuters, informou que o bloco está “analisando cuidadosamente” a decisão e mantendo contato com Washington. “Empresas de ambos os lados do Atlântico dependem da estabilidade e previsibilidade nas relações comerciais.
Por isso, continuamos a defender tarifas baixas e a trabalhar para reduzi-las”, declarou.
Reações do Reino Unido e Suíça
O governo do Reino Unido expressou a expectativa de manter sua posição comercial privilegiada com os EUA. A Câmara de Comércio Britânica, por sua vez, levantou preocupações sobre possíveis incertezas em relação a reembolsos de impostos já pagos.
Na Suíça, o governo iniciou a análise dos impactos específicos da decisão, enquanto a associação industrial Swissmem espera que a administração Trump busque outras leis para legitimar tarifas.
Na Alemanha, a União Europeia deve responder com calma e trabalhar para manter a previsibilidade no comércio.
