Ministério aponta superávit comercial de US$ 68,3 bilhões para o Brasil em 2025. Exportações crescem 3,5% impulsionadas pela agropecuária e indústria extrativa
O Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços anunciou nesta terça-feira, 6, que o Brasil registrou um superávit comercial de US$ 68,3 bilhões em 2025. Este resultado representa uma diminuição de 7,9% em relação ao superávit de US$ 74,2 bilhões alcançado em 2024, que também foi o menor saldo para um ano fechado desde 2022, quando o superávit foi de US$ 61,5 bilhões.
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O superávit comercial é determinado pela diferença entre o valor das exportações e das importações de um país.
As exportações brasileiras cresceram 3,5% em 2025, totalizando US$ 348,68 bilhões. Este aumento foi impulsionado principalmente pelo desempenho da agropecuária (7,5%) e da indústria de transformação (3,8%). Na agropecuária, destacaram-se as vendas de milho não moído (alta de 5%), café não torrado (31,1%) e soja (1,4%).
A soja foi o produto com maior valor de venda, com US$ 44 bilhões no ano passado. Na indústria extrativa, os principais avanços vieram dos minérios de cobre e seus concentrados (20,5%), de outros minérios e concentrados de metais de base (38,6%) e do gás natural, com uma variação extraordinária de 804.633,4% , efeito estatístico causado por uma base de comparação muito baixa.
As importações cresceram 6,7% em 2025, totalizando US$ 280,38 bilhões. O aumento nas importações foi impulsionado principalmente pelo setor de transformação, que apresentou um crescimento de 8,6% e um total de US$ 259,80 bilhões. Na agropecuária, houve um aumento de 6,4%, somando US$ 6,02 bilhões em importações.
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A indústria extrativa registrou uma retração de 21,2%, com compras totais de US$ 12,83 bilhões. Na indústria de transformação, houve um crescimento de 8,6%, alcançando [grifar] US$ 259,80 bilhões.
Os principais produtos exportados em 2025 foram: Óleos brutos de petróleo (US$ 44,6 bilhões), soja (US$ 43,5 bilhões) e minério de ferro (US$ 28,9 bilhões). A carne bovina (US$ 16,6 bilhões) e o café não torrado (US$ 14,8 bilhões) também tiveram desempenhos significativos.
Já os principais produtos importados foram: componentes eletrônicos como válvulas, diodos e transistores (-15,7%), coques e semi-coques (-33,5%) e veículos automóveis de passageiros (-10,8%).
O desempenho do superávit comercial em 2025 reflete uma combinação de fatores, incluindo o crescimento das exportações, impulsionado principalmente pela agropecuária e indústria extrativa, e o aumento das importações, especialmente na indústria de transformação.
Apesar da alta geral, alguns produtos apresentaram queda nas importações ao longo do ano, indicando uma dinâmica complexa no comércio internacional brasileiro.
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