Super Bowl LX: Um Duelo de Impérios Bilionários
No Super Bowl LX, que acontece neste domingo, 8, não são só os times que entram em jogo. Enquanto os jogadores disputam jardas, dois impérios bilionários medem forças fora do campo — e, nesse duelo, os números impressionam tanto quanto um touchdown bem feito.
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Um lado é liderado por Robert Kraft, o obstinado torcedor que virou dono do New England Patriots, transformando um investimento de US$ 172 milhões em um ativo avaliado hoje em cerca de US$ 9 bilhões. O outro, o Seattle Seahawks, controlado pelo espólio de Paul Allen e administrado por Jody Allen, que pode estar prestes a protagonizar a maior venda da história da NFL, com cifras que podem superar US$ 7 bilhões.
Robert Kraft: De Torcedor a Dono de Ativo Bilionário
A história de Robert Kraft com os Patriots é antiga. Ele foi sócio-torcedor por 23 anos antes de conseguir comprar a franquia. Quando finalmente fechou o negócio, por US$ 172 milhões, pagou o maior valor já desembolsado por um time da NFL até então, uma decisão vista por muitos como arriscada.
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Trinta e dois anos depois, o resultado fala por si. O Patriots, avaliado em cerca de US$ 9 bilhões, após a venda recente de uma fatia minoritária de 8%. Sozinho, o time representa quase 65% da fortuna pessoal de Kraft, estimada em US$ 13,8 bilhões pela Forbes em 2026.
O Kraft Group e sua Expansão
O salto é ainda mais expressivo quando colocado em perspectiva. Desde que a Forbes passou a avaliar franquias da NFL, em 1998, os times se valorizaram em média mais de 2.300%. No caso do Patriots, a multiplicação supera 50 vezes o valor pago originalmente.
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Por trás disso está o Kraft Group, holding que atua em embalagens, papel, logística, imóveis e entretenimento, com receita anual estimada em mais de US$ 6 bilhões. O time representa um pilar central do portfólio, reforçando a estratégia de manter ativos esportivos como parte central do negócio.
Seattle Seahawks: Legado, Filantropia e Venda Bilionária no Horizonte
Se em New England o time é um projeto pessoal, em Seattle o momento é de transição histórica. O Seahawks pertence ao espólio de Paul Allen, cofundador da Microsoft, que comprou a franquia em 1997 por US$ 194 milhões para impedir sua mudança de cidade.
Desde a morte de Allen, em 2018, o controle está nas mãos de sua irmã, Jody Allen, presidente do time e responsável por executar um testamento que prevê a venda de todos os ativos esportivos e a destinação dos recursos à filantropia.
Avaliação e Potencial de Venda
Avaliado hoje em cerca de US$ 6,7 bilhões, o Seahawks é apontado por executivos da liga como o próximo grande ativo a ir ao mercado. As estimativas mais conservadoras falam em uma venda acima de US$ 7 bilhões, mas, em um cenário de disputa entre compradores, o valor pode se aproximar, ou até ultrapassar, US$ 8 bilhões, estabelecendo um novo recorde na NFL.
O timing é considerado ideal. Uma cláusula antiga, que obrigaria o repasse de 10% do valor da venda ao estado de Washington, expirou recentemente, o que aumenta a atratividade do negócio.
Fatores que Impulsionam o Valor
Além disso, a escassez de franquias disponíveis e os contratos de mídia — que renderam cerca de US$ 392 milhões por time na última temporada — seguem inflando os valuations da liga. Além do Seahawks, Jody Allen também administra o Portland Trail Blazers, da NBA, avaliado em cerca de US$ 4 bilhões, e uma participação minoritária no Seattle Sounders, da MLS.
Dois Modelos, o Mesmo Fenômeno Bilionário
Em resumo, o Super Bowl LX coloca frente a frente dois modelos distintos de poder econômico. Robert Kraft representa o dono-operador clássico, profundamente envolvido na política da NFL e na gestão cotidiana do time. Jody Allen, por sua vez, atua como gestora de um legado, com foco institucional e prazo definido para saída.
Apesar das diferenças, ambos se beneficiam do mesmo motor: a NFL como um dos ativos mais seguros e rentáveis do entretenimento global. Em menos de três décadas, a liga transformou franquias compradas por menos de US$ 200 milhões em negócios que hoje orbitam — ou superam — a casa dos US$ 7 bilhões.
Fora do campo, porém, o verdadeiro vencedor é o modelo de negócio da NFL, que segue convertendo touchdowns em bilhões.
