Varejo Stone Aponta Queda em Janeiro de 2026
O Índice do Varejo Stone (IVS) divulgou nesta quarta-feira (11) um resultado preocupante para o mês de janeiro de 2026, com uma queda de 1,3% nas vendas. A análise anual também revelou um cenário negativo, com uma retração de 5,9% em comparação com o mesmo período do ano anterior.
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Guilherme Freitas, economista e pesquisador da Stone, explicou que essa baixa em janeiro confirma tendências já observadas. “A queda não é totalmente inesperada, mas reforça a ideia de que o consumo está sob pressão devido às condições financeiras, que ainda estão bastante restritivas no início de 2026”, afirmou.
Ao analisar os segmentos, apenas um apresentou um crescimento em janeiro: Hipermercados, Supermercados, Produtos Alimentícios, Bebidas e Fumo, com um aumento de 1,4%. Esse resultado positivo foi impulsionado pela recente deflação nos preços dos alimentos vendidos diretamente aos consumidores.
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Por outro lado, diversos setores registraram quedas nas vendas. Artigos Farmacêuticos, Combustíveis e Lubrificantes apresentaram uma retração de 5,6%, enquanto o setor de Material de Construção e Livros, Jornais, Revistas e Papelaria registraram quedas de 3,3% e 1,9%, respectivamente.
Outros Artigos de Uso Pessoal e Doméstico e Móveis e Eletrodomésticos também tiveram declínios, com quedas de 1,5% e 0,3%, respectivamente.
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No comparativo anual, a situação se manteve negativa para todos os oito segmentos analisados. Combustíveis e Lubrificantes lideraram a queda, com uma retração de 15,1%, seguida por Artigos Farmacêuticos (7,5%) e Tecidos, Vestuário e Calçados (6,7%).
Livros, Jornais, Revistas e Papelaria apresentaram uma queda de 5,5%, enquanto Material de Construção teve uma retração de 4,7% e Outros Artigos de Uso Pessoal e Doméstico registrou uma queda de 4,6%. Hipermercados, Supermercados, Produtos Alimentícios, Bebidas e Fumo apresentaram uma retração de 4,2% e Móveis e Eletrodomésticos tiveram uma queda de 2,3%.
Freitas atribuiu essa situação ao cenário econômico, onde a renda disponível para os consumidores está mais limitada e o acesso ao crédito é restrito. “Diante disso, as pessoas tendem a priorizar gastos essenciais, como alimentos, e reduzir despesas com itens não tão urgentes”, concluiu.
Em termos regionais, apenas o estado do Amapá apresentou um crescimento de 2,9% no comparativo anual, que foi seu último avanço registrado.
