STJ Retoma Julgamento Explosivo: Cameli Pode Perder Tudo em Caso de Corrupção!

Governo Cameli em choque! STJ retomará julgamento por corrupção e crime organizado contra o governador do Acre. Pode perder cargo e elegibilidade! 🚀

25/03/2026 19:26

2 min de leitura

(Imagem de reprodução da internet).

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) retomará em 15 de abril o julgamento da ação penal que acusa o governador do Acre, Gladson Cameli (PP), por corrupção e organização criminosa. Se condenado, ele pode perder o cargo e se tornar inelegível. A retomada do julgamento, confirmada em 25 de março, ocorre após uma pausa causada por um pedido de vista do ministro João Otávio de Noronha, revisor do caso.

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Votação Anterior e Pedido de Vista

Em dezembro, a ministra Nancy Andrighi, relatora da Corte Especial, votou pela condenação de Gladson Cameli a 25 anos e nove meses de prisão, além de uma multa de R$ 11 milhões e a perda do cargo. A ministra apontou que o governador liderava uma organização criminosa que incluía familiares, políticos e empresários.

O pedido de vista do ministro Noronha suspendeu o julgamento, mas Noronha devolveu o processo, permitindo a retomada da análise.

Acusações e Defesa

A acusação alega que Cameli liderou uma organização criminosa com prejuízo estimado em mais de R$ 16 milhões aos cofres públicos, com irregularidades que começaram em 2019. O Ministério Público Federal (MPF) inicialmente calculou danos em mais de R$ 11 milhões, mas a Controladoria-Geral da União (CGU) elevou o valor.

A defesa argumenta que não há provas de interferência direta nos processos de contratação e fiscalização, e que a subcontratação irregular negada foi, na verdade, realizada dentro dos parâmetros dos contratos. A defesa também alega que a acusação de organização criminosa não apresenta evidências claras.

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Detalhes do Esquema e Evidências

A relatora Nancy Andrighi destacou que Gladson Cameli e seu irmão, Gledson Cameli, lideraram um esquema de contratação fraudulenta, envolvendo empresas ligadas a ambos. Uma delas era a Construtora Rio Negro, onde o irmão do governador era sócio. Outra, a Murano Construções, foi contratada pela Secretaria de Infraestrutura do Acre.

A ministra também mencionou a ocultação de valores ilícitos utilizados para financiar bens de luxo, como imóveis e veículos, e a prática de lavagem de dinheiro.

Contratos e Irregularidades

Os contratos investigados envolviam a empresa Murano Construções Ltda., responsável por obras viárias e edificações, com pagamentos que somaram cerca de R$ 18 milhões. A investigação, que faz parte da Operação Ptolomeu, apura um esquema amplo de desvio de recursos públicos.

A defesa enfatiza que os serviços executados seguiram os parâmetros dos contratos, mas a acusação persiste nas suspeitas de irregularidades.

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