STJ nomeia desembargador com investigação em curso após denúncia de abuso em Balneário Camboriú

STJ nomeia desembargador após escândalo! Luís Carlos Balbino Gambogi assume vaga aberta por Marco Buzzi, envolvido em caso de importunação. Saiba mais!

24/02/2026 13:10

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(Imagem de reprodução da internet).

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) nomeou o desembargador Luís Carlos Balbino Gambogi para ocupar a vaga deixada pelo ministro Marco Buzzi. A decisão, publicada na segunda-feira, 23 de fevereiro de 2026, marca a entrada do magistrado do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) na estrutura do STJ.

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Gambogi integrará a 2ª Seção e a 4ª Turma, ambas responsáveis por questões relacionadas ao direito privado.

Investigação e Processo Disciplinar

O nomeamento ocorre em meio a uma investigação interna conduzida pelo STJ contra o ministro Marco Buzzi, 68 anos, que foi afastado cautelarmente em 10 de fevereiro, após ser acusado de importunação sexual a uma jovem de 18 anos durante férias em Balneário Camboriú, Santa Catarina.

A decisão foi tomada após relatos da família da vítima, que levaram o caso ao presidente do STJ, Herman Benjamin.

Reuniões e Deliberações

Os ministros do STJ se reunirão novamente em 10 de março para analisar as conclusões da comissão de sindicância, formada em 4 de fevereiro. A Corte também deliberará sobre a permanência de Gambogi na vaga. O afastamento de Buzzi foi considerado “cautelar, temporário e excepcional” e ocorreu por unanimidade.

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Formação e Experiência do Desembargador

Luís Carlos Balbino Gambogi é formado em Direito pela PUC-MG e possui títulos em Filosofia pela UFMG. Ele atuou no TJMG desde 2013, trabalhando na 5ª Câmara Cível. Antes disso, exerceu cargos em outras áreas, incluindo a secretaria de Estado de Educação e a atuação como deputado estadual e secretário de Estado de Recursos Humanos.

Resposta do Ministro e Possíveis Ações

O ministro Marco Buzzi negou as acusações, afirmando ter sido “surpreendido” com as informações divulgadas. Ele repudia qualquer ilação de ato impróprio. É possível que ele seja investigado disciplinarmente no Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e criminalmente no Supremo Tribunal Federal.

Além disso, pode ser acionado no Senado Federal, com a possibilidade de perda do cargo.

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