O ministro Marco Buzzi, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), solicitou e recebeu uma licença das atividades, acompanhada da apresentação de um atestado médico. A informação foi confirmada pela Jovem Pan, que também recebeu a confirmação do portal G1.
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No entanto, a Corte não divulgou detalhes sobre o diagnóstico médico ou o período exato do afastamento do magistrado.
O pedido de licença ocorreu um dia após a aprovação unânime, pelo plenário da Corte, da instauração de um processo administrativo. Buzzi compareceu ao início da sessão para apresentar sua versão dos fatos aos colegas ministros. Durante a reunião, o ministro negou as acusações que o envolviam.
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A comissão responsável pela apuração do caso foi formada pelos ministros Raul Araújo, Isabel Gallotti e Antonio Carlos Ferreira. O escândalo veio à tona através da revista Veja, que reportou o ocorrido no início de janeiro, durante uma visita de amigos à residência de Buzzi em Balneário Camboriú.
De acordo com a vítima, o ministro teria feito aproximações com a filha do casal enquanto ela se banhava, e tentado agarrá-la após ela se afastar.
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A jovem registrou um Boletim de Ocorrência, que foi encaminhado ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ). A Corregedoria Nacional de Justiça está conduzindo o caso em sigilo, buscando preservar a privacidade da vítima. As possíveis sanções para Buzzi, caso seja condenado, variam desde advertências até a aposentadoria compulsória.
A mãe da vítima, uma advogada renomada, também se reuniu com ministros do STJ para relatar o episódio. Um dos ministros da Corte declarou que não há intenção de proteger Buzzi. Os pais da jovem também conversaram com o juiz auxiliar do presidente do Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin.
A defesa de Buzzi emitiu uma nota, afirmando que o ministro se surpreendeu com as informações divulgadas por um site, e que as alegações não correspondem aos fatos. A defesa repudia qualquer ilação de comportamento impróprio.
Marco Buzzi, natural de Timbó, Santa Catarina, nasceu em 4 de fevereiro de 1958. Ele se graduou em Direito em 1980 e ingressou na magistratura após aprovação em concurso público. Em 2002, foi promovido a desembargador do Tribunal de Justiça de Santa Catarina, e em 2011, foi indicado ao STJ pela ex-presidente Dilma Rousseff.
