O Superior Tribunal de Justiça (STJ) solicitou uma resposta da Procuradoria-Geral da República (PGR) em relação a uma notícia-fato apresentada por um grupo de partidos e congressistas de esquerda, contra o governador do Distrito Federal. O despacho foi emitido na última quarta-feira, 28 de janeiro de 2026.
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A Corte foi acionada como instância competente para processar e julgar governadores. O caso está tramitando sob sigilo, com a ministra Isabel Gallotti como relatora. Até o momento, não há prazo definido para que o Ministério Público Federal (MPF) apresente sua manifestação.
Se a PGR decidir abrir um inquérito, o STJ poderá, em sessão plenária, aceitar a denúncia. Em seguida, será iniciada uma ação penal para determinar se o governador é culpado ou inocente.
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Detalhes da Acusação e Defesas
O grupo de partidos e congressistas alega que houve omissões na gestão do Banco de Brasília e que a tentativa de compra do Master pelo banco distrital contou com “anuência e aprovação explícita” do governador. A acusação também aponta para o patrocínio do banco a uma equipe de Fórmula 1 e ao Flamengo, motivados pelo gosto do governador pelo rubro-negro carioca e pelo automobilismo.
A defesa do governador Ibaneis Rocha destaca que o Banco de Brasília foi utilizado para “realizar caprichos” que não justificam a “missão institucional do banco”. A acusação menciona que as negociações de venda tiveram “aval explícito do Governador Ibaneis”, apesar da resistência ou tentativas institucionais de paralisação do negócio.
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Controvérsias e Investigações
Em depoimentos, o banqueiro Daniel Vorcaro afirmou que tratou da venda do Master para o Banco de Brasília com o governador, confirmando que eles tiveram “conversas institucionais” e que Ibaneis Rocha chegou a frequentar sua casa em Brasília. Vorcaro negou ter utilizado a influência política para acelerar a compra do banco.
O caso envolveu investigações sobre a arrematação de uma grande fazenda pelo Banco de Brasília em maio de 2025, por apenas 60% do valor da avaliação judicial, que já era bem abaixo do valor de mercado, segundo apurado por especialistas. O leilão foi realizado pelo BRB e a fazenda havia sido dada em garantia de um crédito bancário não adimplido.
Reações e Próximos Passos
O jornal digital questionou o governador Ibaneis Rocha sobre a queixa-crime, mas não obteve resposta até a publicação desta reportagem. O espaço permanece aberto para manifestação.
O caso está sendo acompanhado de perto pelo STF, que analisa as informações e as possíveis implicações para o governador e os envolvidos.
