STF acelera investigação do Banco Master! Ministro Mendonça assume caso após Toffoli. Acompanhe de perto a nova fase da PF e a avaliação do Supremo sobre o caso
O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), assumiu a relatoria do caso envolvendo o Banco Master após o afastamento de Dias Toffoli. Desde então, Mendonça tem acompanhado de perto o andamento da investigação conduzida pela Polícia Federal (PF).
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O ministro agendou uma reunião para sexta-feira (13) com a equipe responsável pela apuração do caso.
Durante o encontro, que durou cerca de duas horas, foram definidos os próximos passos da investigação. A Jovem Pan apurou que a Polícia Federal está reunindo novas informações extraídas do celular do dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, para compartilhar com Mendonça.
Além disso, o ministro terá que avaliar se o caso continua sob a responsabilidade do Supremo ou se será devolvido à primeira instância.
Se o processo permanecer sob a responsabilidade do Supremo, Mendonça deverá definir o nível de sigilo. Atualmente, o inquérito tramita em segredo por decisão do relator anterior, Dias Toffoli. A mudança de relator ocorreu na quinta-feira, quando o presidente do STF, Edson Fachin, convocou uma reunião com todos os ministros para tratar sobre o relatório da PF sobre perícia feita no celular de Vorcaro, visando determinar se ele seria considerado “suspeito” para atuar no processo.
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A Jovem Pan também apurou que, após a reunião, o ministro se isolou do caso, avaliando que a atuação de Toffoli no processo do Banco Master causou um desgaste desnecessário ao Supremo. Após a reunião, por meio de nota, os 10 ministros do STF declararam que as acusações não eram “caso de cabimento para a arguição de suspeição” e reconheceram a validade dos atos praticados por Toffoli na relatoria.
Segundo o relatório da PF, Vorcaro e seu cunhado Fabiano Zettel trocaram mensagens em que citavam o sobrenome Toffoli. Os pagamentos seriam referentes à compra do Tayaya Resort, onde a Maridt Participações fazia parte do quadro societário. Toffoli e seus dois irmãos são sócios da empresa.
O jornal Folha de S. Paulo confirmou os detalhes do relatório, e a Jovem Pan também apurou as informações. Em nota, o gabinete de Toffoli negou ter “qualquer relação de amizade e muito menos amizade íntima” com o banqueiro, afirmando que “jamais recebeu qualquer valor” do dono do Master ou de Zettel.
Sobre a Maridt Participações, Toffoli declarou ser uma “empresa familiar constituída na forma de sociedade anônima de capital fechado”, sustentando que, apesar de familiares administrarem a companhia, a administração é feita por familiares.
O ministro relatou que a empresa integrou o grupo Tayaya Ribeirão Claro até 21 de fevereiro de 2026. Em nota, Toffoli afirmou que essa participação foi encerrada por meio de “duas operações sucessivas, sendo a primeira, a venda de cotas do Fundo Arllen, em 27 de setembro de 2021” e a segunda, ao PHD Holding, na data do fim do vínculo com o resort. “A ação referente à compra do Banco Master pelo Banco de Brasília (BRB) foi distribuída ao ministro Dias Toffoli em 28 de novembro de 2026.
Ou seja, quando há muito a Maridt não fazia mais parte do grupo Tayaya Ribeirão Claro”, comunicou o gabinete.
Após identificar indícios de irregularidades financeiras e a grave crise de liquidez, o Banco Central determinou, em novembro de 2026, a liquidação extrajudicial do Banco Master S/A, do Banco Master de Investimentos S/A, do Banco Letsbank S/A e da Master S/A Corretora de Câmbio, Títulos e Valores Mobiliários.
Em 21 de janeiro, o Will Bank, braço digital do conglomerado de Vorcaro, foi liquidado.
Segundo as investigações, o Banco Master oferecia Certificados de Depósitos Bancários (CDB) com rentabilidade muito acima do mercado. Para sustentar a prática, a instituição financeira passou a assumir riscos excessivos e estruturar operações que inflavam artificialmente o seu balanço financeiro, enquanto a liquidez se deteriorava.
Os episódios do Will Bank e do Banco Master são os mais graves do sistema financeiro brasileiro. Os casos envolvem, além das fraudes, tensões entre o STF e o Tribunal de Contas da União (TCU), bem como com o Banco Central e a PF.
Em 17 de janeiro, o Fundo Garantidor de Crédito (FGC) iniciou o recolhimento dos depósitos da Banco Master, Banco Master de Investimento e Banco Letsbank. O valor total a ser pago em garantias soma R$ 40,6 bilhões. Leia também
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