STF julga fase crucial do processo do golpe de 2022 com foco em grupo “kids pretos” e militares. Réus incluem coronel Bernardo Romão Corrêa Netto e general Estevam Cals. Julgamento da 1ª Turma do STF terá 4 ministros votando
O Supremo Tribunal Federal (STF) está programado para analisar, na próxima terça-feira (11.nov.2025), uma etapa crucial do processo relacionado à tentativa de golpe de Estado de 2022. O foco desta fase se concentra em um grupo identificado como “kids pretos”, composto majoritariamente por militares.
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Segundo a denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR), esse grupo planejou ações coercitivas com o objetivo de manter o então presidente (PL) no Planalto. Os integrantes, chamados também de “forças especiais”, incluem militares da ativa e da reserva, especializados em operações táticas.
A acusação da PGR aponta para a responsabilidade do grupo em ações de campo relacionadas ao monitoramento e neutralização de autoridades públicas, além de promoverem ações táticas para convencer e pressionar o alto comando do Exército a ultimar o golpe.
Os dez réus respondem por tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, tentativa de golpe de Estado, participação em organização criminosa armada, dano qualificado e deterioração de patrimônio tombado. O grupo inclui:
Este será o terceiro núcleo julgado pela 1ª Turma do STF. Os dois núcleos anteriores (1 e 4) resultaram em condenações para todos os réus, incluindo Bolsonaro. O tenente-coronel Mauro Cid, que recebeu a punição mais branda (2 anos em regime aberto), teve a sentença confirmada na segunda-feira (3.nov).
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Diferentemente das fases anteriores, os próximos julgamentos contarão com apenas 4 ministros votando, devido à transferência do ministro Luiz Fux para a 2ª Turma. Fux sinalizou que poderia continuar participando dos processos já designados, mas essa proposta não foi formalizada.
A regra do regimento interno estabelece que, após a transferência, o ministro não pode mais participar de julgamentos da antiga turma.
A tendência é que as próximas condenações sigam o padrão das decisões anteriores, exceto Fux, que se manifestou contrária à condenação, defendendo que os réus não tinham prerrogativa de foro para serem julgados pelo Supremo.
O julgamento do terceiro núcleo, formado por 6 integrantes acusados de coordenar a execução do plano de ruptura institucional, representa a etapa final do processo. O STF aceitou a denúncia da PGR contra 31 réus pelos crimes de tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, participação em organização criminosa armada, dano qualificado e deterioração de patrimônio tombado.
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