STF julga envolvidos em morte de Marielle Franco e Anderson Gomes!
Primeiro dia de sessão busca responsabilizar Réus no crime.
A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal iniciou, na manhã desta terça-feira (24), o julgamento dos indivíduos apontados como responsáveis pelo crime em que perderam a vida a vereadora Marielle Franco e o motorista Anderson Gomes. O processo, que teve início às 9h43, busca determinar as responsabilidades dos envolvidos no atentado.
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Entre os réus, estão figuras-chave que, segundo a acusação, desempenharam papéis cruciais no planejamento e execução do crime. O delegado Rivaldo Barbosa, considerado um mentor intelectual do atentado, o major da PM Ronald Paulo Alves Pereira, que monitorava a rotina da vereadora, e o policial militar Robson Calixto Fonseca, que teria auxiliado na ocultação da arma, são alguns dos nomes envolvidos.
A sessão inaugural do julgamento foi marcada pela leitura do relatório pelo ministro Alexandre de Moraes, relator do caso. Em seguida, a Procuradoria-Geral da República (PGR) apresentará seus argumentos, buscando a condenação dos réus por crimes como organização criminosa, homicídio qualificado e tentativa de homicídio.
A PGR busca estabelecer as conexões entre os envolvidos e a dinâmica do crime.
Para auxiliar o Ministério Público na construção do caso, foi indicado um advogado, nomeado por Fernanda Chaves, ex-assessora de Marielle Franco e sobrevivente do ataque. Sua função é fornecer suporte técnico e jurídico na montagem do caso, buscando fortalecer a acusação.
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Após a apresentação da acusação, os advogados dos réus terão a oportunidade de apresentar suas defesas, com um tempo máximo de uma hora cada. O julgamento seguirá um processo formal, com a apresentação de provas e argumentos de ambas as partes.
Ao final das manifestações, os ministros da Primeira Turma se dedicarão à votação. A decisão final dependerá de um quórum de pelo menos três votos para formar maioria. O caso Marielle Franco e Anderson Gomes representa um marco na busca por justiça e responsabilização.
O julgamento no STF ocorre após um longo período de investigação e apuração de informações. O caso chegou à corte em 2024, após a identificação de possíveis mandantes, incluindo Chiquinho Brazão, que na época era deputado federal e possuía foro privilegiado.
As delações premiadas de Ronnie Lessa e Élcio Queiroz, ex-policiais, foram fundamentais para avançar na investigação.
As motivações por trás do crime, segundo a acusação, estão ligadas a disputas relacionadas à atuação de milícias e a interesses fundiários no Rio de Janeiro. Ronnie Lessa chegou a relatar uma oferta de US$ 10 milhões em troca da execução da vereadora.
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