STF: Gilmar Mendes Propõe Corte de R$ 7,3 Bi em Verbas do Judiciário!

STF radicaliza! Gilmar Mendes propõe corte de R$ 7,3 bi em verbas indenizatórias do Judiciário. Saiba mais!

25/03/2026 17:45

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(Imagem de reprodução da internet).

STF Propõe Limites para Verbas Indenizatórias do Judiciário

Ministro Gilmar Mendes lidera proposta que busca economizar R$ 7,3 bilhões e estabelecer critérios claros para pagamentos ao corpo jurídico.

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Em uma decisão tomada na tarde de quarta-feira, 25, o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), apresentou uma proposta que visa redefinir as verbas indenizatórias pagas aos membros do Judiciário. A medida, que busca economizar aproximadamente R$ 7,3 bilhões anualmente, estabelece um limite de 35% do teto constitucional, atualmente fixado em R$ 46,3 mil mensais. O pagamento das verbas estaria condicionado à existência de uma lei que regulamente a situação.

O ministro argumenta que o modelo atual apresenta problemas de isonomia e dificulta o controle da legitimidade das verbas. Além disso, a proposta prevê um adicional por tempo de serviço, podendo chegar a 35% do teto do funcionalismo, com um acréscimo de 5% a cada cinco anos de serviço. Essa flexibilização visa reconhecer a experiência e a trajetória dos membros do Judiciário.

O julgamento, que reúne ações sob a relatoria de ministros como Alexandre de Moraes e Cristiano Zanin, busca determinar se as liminares que interromperam os pagamentos devem ser mantidas, e em quais termos. A discussão central gira em torno da necessidade de estabelecer critérios objetivos para o que pode ser considerado uma verba indenizatória, e até qual o limite máximo que essa verba pode ter, respeitando o teto constitucional.

Gilmar Mendes apresentou um voto conjunto com Flávio Dino e Alexandre de Moraes, justificando que a situação atual “não guarda compatibilidade com o caráter nacional do Judiciário e com a isonomia”. O ministro ressaltou a necessidade de evitar uma “proliferação desordenada de verbas”, que dificulta o controle da legitimidade das despesas. A proposta enfatiza que apenas parcelas previstas em lei aprovada pelo Congresso Nacional podem ser pagas.

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O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e o Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) teriam um papel de regulamentação, com a necessidade de um ato regulamentar conjunto entre os dois conselhos. Gilmar Mendes reconhece que uma solução estrutural depende da atuação do Congresso Nacional, mas adverte que o cenário político atual, com a antecipação do calendário eleitoral, dificulta uma resposta legislativa imediata. A Corte, portanto, assume o ônus de buscar uma solução.

Flávio Dino destaca que a proposta também busca um resultado fiscal positivo, com a redução de despesas públicas. O presidente do STF, Edson Fachin, aponta que o tema tem persistido há três décadas, com o objetivo de ampliar a padronização, a transparência e a previsibilidade, além de estabelecer limites e reduzir despesas. A discussão busca, em última análise, garantir a sustentabilidade financeira do Judiciário.

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