A publicação de trechos da reunião entre ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) pelo jornal digital Poder360 gerou grande descontentamento entre os membros da corte. A conversa, que tratava da saída do ministro Dias Toffoli da relatoria do caso envolvendo o Banco Master, levantou suspeitas sobre possíveis manobras para fortalecer a posição do ministro.
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Reunião e Suspeitas
Após a sessão da quinta-feira (12), os ministros se reuniram a portas fechadas, um encontro que se estendeu até as 20h30. A discussão se concentrou na avaliação da situação do Caso Master e na postura de Toffoli. A reportagem apurou que alguns ministros acreditam que apenas trechos favoráveis ao ministro foram divulgados, e que a informação pode ter sido intencionalmente vazada.
Toffoli e a Resignação
Durante a reunião, Toffoli argumentou que não via motivos para deixar a relatoria do caso, mas acabou se sentindo isolado e cedeu à pressão. A avaliação dos ministros é de que a atuação de Toffoli no Caso Master tem causado um desgaste desnecessário ao Supremo.
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Ministro Dino e a Influência
A reportagem do Poder360 revelou que o ministro Flávio Dino teve um papel importante na decisão de Toffoli. Dino teria convencido o ministro a se afastar do caso, influenciando a decisão final.
Resposta do STF e Próximos Passos
Em nota oficial, os 10 ministros do STF declararam que as acusações não eram “caso de cabimento para a arguição de suspeição” e reconheceram a validade dos atos praticados por Toffoli na relatoria. No entanto, a Presidência do STF informou que adotará as providências processuais necessárias para a extinção da ação de suspeição e para remessa dos autos ao novo relator, com sorteio previsto para acontecer na mesma quinta-feira.
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Investigação e Arguição de Suspeição
A Polícia Federal encaminhou na segunda-feira (9) um relatório à Fachin, que solicitou a arguição de suspeição do ministro Toffoli. O Procurador-Geral da República, Paulo Gonet, se opôs à medida, argumentando que o pedido não tinha legitimidade.
Toffoli, por sua vez, classificou as acusações como “ilações” e afirmou que a resposta será apresentada ao presidente da Corte.
