Suspeitas Circulam Sobre Relatório da PF no Caso Master
Em 12 de fevereiro de 2026, os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) consideraram inepto o relatório da Polícia Federal (PF) sobre uma possível suspeição do ministro Dias Toffoli, que atuava como relator do inquérito do Banco Master. A decisão foi tomada pelo presidente da Corte, ministro Edson Fachin, em 21 de fevereiro.
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
O documento de 200 páginas elaborado pela corporação foi descrito como “nada jurídico” e “lixo jurídico”.
Rejeição do Relatório e Implicações Legais
Apesar das manifestações contrárias ao relatório e da avaliação de alguns ministros de que se tratou de uma “investigação clandestina e ilegal” por não contar com a autorização do presidente do Supremo, a Corte não tomará nenhuma providência para responsabilizar legalmente a PF ou o autor do documento de cerca de 200 páginas –que havia sido apresentado pessoalmente pelo diretor-geral da PF, o delegado Andrei Rodrigues, ao presidente do STF, Edson Fachin, em 9 de fevereiro de 2026.
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
O caso envolvendo o Banco Master passou para a 2ª Instância.
A Arguição de Suspeição e o Caso Toffoli
A Arguição de Suspeição aberta contra Toffoli em 10 de fevereiro, 1 dia depois da entrega do relatório da PF, foi declarada inepta pelos magistrados. O ministro Flávio Dino, durante o encontro, usou a expressão “lixo jurídico” para descrever o documento.
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
LEIA TAMBÉM!
O documento, além de ser uma coletânea de achados fortuitos sobre alguém com foro especial (no caso, Toffoli), trazia um minucioso cruzamento de dados e checagem de informações que configuravam uma investigação indevida.
Investigação e Evidências
O documento da corporação argumentou que há uma relação de proximidade entre Toffoli e Daniel Vorcaro, fundador do Master. Sugeria que essa condição impediria o magistrado de atuar no caso. Citava como indício dessa relação juiz-investigado a ida de Toffoli a um evento patrocinado em parte pelo banco, em Londres, em abril de 2024 (com outros integrantes do Supremo).
Ocorre que o próprio diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, como convidado –algo que não estava mencionado no relatório policial, embora fosse informação de domínio público. O STF é responsável por relatar o caso, mas não sabe quase nada a respeito do que está sendo apurado.
Operação Compliance Zero e Evidências
A operação Compliance Zero, deflagrada em 18 de novembro de 2025 pela Polícia Federal, investiga um esquema bilionário de fraudes financeiras no mercado de capitais. A suspeita da PF e do Banco Central é que houve desvio de ativos e ocultação de prejuízo.
O ministro até 12 de fevereiro de 2026, em 3 meses com a PF. O ministro depois da reunião interna do colegiado. O caso tramita no Supremo porque foi argumentado que há, pelo menos, uma autoridade citada, com prerrogativa de foro. Foi encontrado pela Polícia Federal um envelope com o nome do deputado federal (PL-BA) em um endereço ligado a Vorcaro.
O material considerado mais sensível desse caso ainda não foi revelado por completo.
