Opinião Pública Apoiada a Código de Ética para o STF
Uma pesquisa recente da Genial/Quaest, divulgada na quinta-feira (12), revelou um forte apoio da população à criação de um código de ética e conduta para os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). Os resultados indicam que a maioria dos brasileiros considera essencial a adoção de um regulamento interno para a Corte.
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De acordo com o levantamento, 82% dos entrevistados concordaram com a necessidade do STF adotar um código de ética.
Um percentual de 10% expressou discordância da proposta, enquanto 1% se declarou indeciso sobre o tema. Apenas 7% dos entrevistados não soube ou não quis responder à pergunta. A pesquisa foi conduzida em um momento de grande debate sobre a atuação dos ministros do STF e a necessidade de transparência na Corte.
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Apoio Divergente Entre Eleitores
A pesquisa também analisou a opinião pública em relação ao código de ética, segmentando os resultados por filiação política. Entre os eleitores do presidente Lula (PT), o apoio à criação do código foi ainda maior, com 76% dos entrevistados concordando com a proposta.
Um grupo de 13% se opôs à ideia, enquanto 2% se manteve neutro e 9% não soube ou não respondeu.
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Em contraste, entre os eleitores do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), o apoio à criação do código de ética atingiu 88%. Um percentual de 7% discordou da proposta, 1% se manteve indeciso e 4% não soube ou não respondeu. Essa diferença de opinião reflete as diferentes percepções sobre o papel do STF e a necessidade de regulamentação da atuação dos seus ministros.
Contexto e Debate no STF
O debate sobre a criação de um Código de Ética para os ministros do STF tem ganhado força desde o ano passado. A discussão se intensificou em meio a questionamentos públicos sobre possíveis conflitos de interesse, como o contrato envolvendo o ministro Dias Toffoli e sua viagem particular para assistir a um jogo de futebol.
A situação gerou críticas e levantamentos sobre a necessidade de maior transparência e responsabilidade na atuação dos ministros.
A situação do caso Banco Master, envolvendo a relatoria de Toffoli, também contribuiu para o debate. Após a divulgação de um relatório da Polícia Federal sobre a perícia no celular de Daniel Vorcaro, os ministros se reuniram em caráter de urgência.
A reunião, que durou cerca de três horas, teve como objetivo avaliar os riscos e as implicações da situação. Apesar da reunião, o ministro Toffoli permaneceu na relatoria do caso, gerando mais questionamentos sobre sua atuação.
A avaliação dos ministros do STF após a reunião foi de que a atuação de Toffoli no caso do Banco Master causou um desgaste desnecessário à Corte. A decisão de manter Toffoli na relatoria, no entanto, gerou críticas e debates sobre a independência do Judiciário e a necessidade de garantir a imparcialidade das decisões.
