Steven Nissen lidera estudo inovador que promete reduzir colesterol com tecnologia CRISPR

Nova tecnologia promete reduzir colesterol: estudo da Cleveland Clinic mostra resultados promissores. Tratamento experimental usa CRISPR para desativar genes.

12/11/2025 6:22

2 min de leitura

(Imagem de reprodução da internet).

Novo Tratamento Promissor para Redução de Colesterol

Uma nova tecnologia apresenta resultados preliminares encorajadores na redução permanente do colesterol, de acordo com um estudo piloto publicado no New England Journal of Medicine. A abordagem utiliza uma técnica que se assemelha a uma “tesoura genética”, capaz de desativar genes específicos que influenciam a produção de colesterol e triglicerídeos.

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A pesquisa foi conduzida por cientistas da Cleveland Clinic, nos Estados Unidos. O estudo envolveu 15 pacientes com doença cardiovascular grave, com o objetivo principal de avaliar a segurança da administração do medicamento por meio de infusão intravenosa.

Resultados Promissores na Redução de Gorduras

Os resultados indicaram que os participantes que receberam a dose mais alta do medicamento experimental observaram uma diminuição significativa nos níveis de colesterol LDL e triglicerídeos. Especificamente, houve uma redução de aproximadamente 50% no colesterol LDL, considerado “colesterol ruim”, e 55% nos triglicerídeos.

O colesterol LDL está diretamente associado ao risco de doenças cardíacas, sendo a principal causa de morte em escala global. O cardiologista Steven Nissen, diretor acadêmico do Instituto Cardíaco, Vascular e Torácico Sydell e Arnold Miller Family da Cleveland Clinic, acredita que o tratamento pode oferecer uma solução duradoura, especialmente para indivíduos jovens com predisposição genética a níveis elevados de colesterol.

Mecanismo de Ação e Segurança

O medicamento experimental foca no gene ANGPTL3, responsável por regular os níveis de colesterol e triglicerídeos no fígado. Indivíduos com uma mutação natural nesse gene apresentam níveis de colesterol baixos e menor risco de doenças cardiovasculares ao longo da vida, sem efeitos colaterais aparentes.

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“A ideia é replicar essa proteção genética em pacientes que não possuem a mutação, utilizando o CRISPR para desativar o gene de forma segura no fígado”, explicou Nissen.

O foco na ação hepática visa minimizar o risco de alterações em outras áreas do corpo.

Próximos Passos e Considerações

O tratamento foi administrado por infusão intravenosa, com efeitos colaterais leves, incluindo irritação no local da aplicação e alterações temporárias nas enzimas hepáticas. Um caso de óbito foi registrado, mas os autores ressaltaram que o paciente apresentava doença cardiovascular avançada e recebeu a menor dose do tratamento, sem relação direta com a causa da morte.

O FDA determinou um acompanhamento de 15 anos para monitorar os efeitos a longo prazo. Ensaios clínicos de Fase 2 e 3 estão programados para iniciar em 2026, com o objetivo de ampliar o número de participantes e testar a eficácia em diferentes perfis de pacientes.

Especialistas enfatizam que o tratamento ainda é experimental e que os medicamentos tradicionais continuam sendo essenciais para a redução do risco de doenças cardiovasculares.

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