Startup Memed vende farmácia no Jabaquara para healtech e Mercado Livre

Farmácia Incomum no Jabaquara: Memed negocia venda para healtech e surge debate regulatório. Startup digitaliza receitas e o Mercado Livre observa o mercado.

2 min de leitura

(Imagem de reprodução da internet).

Uma Farmácia Incomum no Jabaquara

Em um bairro distante da sofisticação de bairros como a Faria Lima, na zona sul de São Paulo, encontra-se uma farmácia que desafia o cenário da metrópole. Localizada quase beirando uma movimentada avenida, a pequena farmácia, com fachada vermelha e branca, é um ponto de atenção para os moradores do Jabaquara.

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Um Estabelecimento com Pouco Charme

O local, com poucas unidades e variedade limitada de produtos, oferece apenas o estritamente necessário: dipirona, floratil, tinta para cabelo e algumas caixas de pasta de dente. A farmácia, chamada Cuidamos Farma, funciona com horários restritos, fechando às 16h e sem atendimento aos sábados e domingos.

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Apesar de estar próxima de uma estação de metrô e de uma rodoviária, a farmácia está “permanentemente fechada” de acordo com o Google Maps, o que gera estranheza entre os moradores.

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Negociação e Futuro Incerto

Os funcionários da farmácia não sabem para quem a venda está sendo feita, quando será finalizada ou qual será o futuro da equipe. A confusão se deve à negociação da Memed, startup que digitaliza receitas médicas e exames, com a healtech, que busca operar seu marketplace.

A plataforma, que atende mais de 130 mil médicos, está focando na venda do ponto físico para se concentrar em seu negócio de digitalização.

Regulamentação e o Mercado Livre

A compra do estabelecimento pela healtech para operar seu marketplace, o Memed+, gerou questionamentos sobre a regulamentação da venda de medicamentos. A RDC 44 da Anvisa exige que a comercialização de medicamentos seja feita em farmácias e drogarias abertas ao público.

A empresa Mercado Livre também tem se interessado pelo mercado de farmácias, mas a regulamentação ainda não está clara. O projeto de lei 2.158, que já recebeu parecer favorável em comissão do Senado, exige que os estabelecimentos montem estruturas apartadas para a venda de remédios e incluam a atividade farmacêutica em seu CNPJ.

A notícia sobre a entrada do Mercado Livre em farmácias foi veiculada, inicialmente, no jornal O Globo. A empresa confirmou a possível aquisição de uma empresa que comercializa medicamentos, mas ainda não compartilhou mais informações. A Memed, por sua vez, afirma que está negociando a venda do ponto de varejo físico para se concentrar em seu negócio de digitalização.

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