Novas sondagens realizadas pela mineradora australiana St George Mining revelam que o Projeto Araxá, em Minas Gerais, pode conter uma quantidade significativamente maior de terras raras e nióbio do que se previa inicialmente. A empresa divulgou o fato relevante ao mercado na segunda-feira, 19, após os resultados positivos das análises geológicas.
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Novas Descobertas Geológicas
Os resultados das perfurações indicam a presença de concentrações elevadas de terras raras e nióbio, incluindo depósitos significativos encontrados na superfície, fora da área original estimada. A empresa identificou intervalos de rochas mineralizadas com teores elevados, com um teor médio de 4,82% de óxidos de terras raras e 0,64% de nióbio em um furo de 100,6 metros. Alguns trechos apresentaram concentrações superiores a 9% de TREO.
Impacto nos Custos e Viabilidade
Teores mais altos de minerais valiosos aumentam a eficiência da extração, tornando o projeto mais atraente para investimentos e com maior potencial de retorno ao longo do tempo. Projetos com concentrações entre 3% e 5% de óxidos de terras raras geralmente apresentam maior viabilidade econômica.
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Projeto de Grande Escala
Atualmente, o Projeto Araxá já possui um recurso mineral estimado em 40,6 milhões de toneladas com um teor médio de 4,13% de óxidos de terras raras, classificado como um depósito de classe mundial. A empresa o considera o maior e de maior teor depósito de terras raras em carbonatito da América do Sul e o segundo de maior teor no mundo ocidental.
Expansão e Novas Investigações
A campanha de perfuração continua em andamento, com foco na expansão da área mineralizada e no adensamento de regiões já conhecidas. A empresa planeja manter as atividades até 2026, testando os limites do sistema mineral em expansão. A análise de 32 furos adicionais ainda está em processo de conclusão no laboratório.
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Relevância Geopolítica e Demanda Global
O projeto se destaca em um cenário de crescente demanda global por terras raras, minerais estratégicos para a transição energética, a indústria de alta tecnologia e o setor de defesa. A empresa já estabeleceu contato com representantes do governo dos Estados Unidos para discutir possíveis acordos de fornecimento.
A operação do projeto está prevista para 2027, próximo às instalações da CBMM, maior produtora mundial de nióbio.
