Em 2025, empresas com projetos de exploração de terras raras no Brasil experimentaram uma notável valorização de suas ações. Os ganhos alcançados foram significativos, com aumentos de até 390% nas cotações das empresas listadas. Esse crescimento foi impulsionado principalmente pelo aumento da demanda global por esses minerais, juntamente com fatores como o interesse dos Estados Unidos em diversificar suas fontes de abastecimento e o avanço da discussão sobre a Política Nacional de Minerais Críticos, que estava sendo debatida com urgência na Câmara dos Deputados.
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St George Mining e o Projeto Araxá
A St George Mining, empresa australiana, se destacou nesse cenário. A empresa é proprietária do Projeto Araxá, localizado em Minas Gerais, que abriga uma das maiores reservas de terras raras e nióbio da América do Sul, com aproximadamente 40 milhões de toneladas de minério de alto teor.
Em setembro de 2025, a mineradora anunciou uma nova descoberta de terras raras de alto teor e nióbio no projeto, que havia sido adquirido em fevereiro da mesma ano. Após o anúncio, as ações da empresa subiram 23,1% em apenas 24 horas.
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Projeções Financeiras e Negociações com o Governo dos EUA
A empresa projetou que o Projeto Araxá geraria um Ebitda (Lucro Antes de Juros, Impostos, Depreciação e Amortização) de cerca de US$ 130 milhões por ano, com margens superiores a 60%. Representantes da St George Mining se reuniram com integrantes do governo dos Estados Unidos para discutir possíveis acordos de fornecimento.
Outras Empresas e Projetos Promissores
A Viridis Mining and Minerals, também australiana, apresentou um desempenho positivo no Brasil. A empresa possui o Projeto Colossus, localizado no sul de Minas Gerais, que abriga reservas de argilas iônicas ricas em neodímio, praseodímio, térbio e disprósio.
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O projeto recebeu cartas de intenção de financiamento dos governos da França e do Canadá. A Viridis também anunciou a construção de um centro de pesquisa e processamento de terras raras em Poços de Caldas (MG), sem o uso de tecnologia, componentes ou equipamentos chineses.
A Meteoric Resources, outra empresa australiana, também obteve uma licença prévia concedida em 2025, registrando ganhos de mais de 80% em suas ações. A empresa é proprietária do Projeto Caldeira, localizado no Complexo Alcalino de Poços de Caldas, que reúne recursos minerais de alto teor e grande escala, com potencial para produção de terras raras de forma competitiva.
