St. George Mining contrata Ervin Graves para buscar apoio de Trump em projeto de nióbio e terras raras no Brasil. A iniciativa visa fortalecer laços com EUA
A mineradora australiana St. George Mining, responsável pelo projeto de nióbio e terras raras em Minas Gerais, contratou a empresa de relações governamentais Ervin Graves Strategy Group com o objetivo de estabelecer contato com a administração de Donald Trump, que tem priorizado os minerais críticos em sua agenda.
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A medida, divulgada nesta terça-feira (27), é considerada estratégica pela St. George para fortalecer o relacionamento com o governo dos Estados Unidos.
A equipe da Ervin Graves, com experiência em altos níveis do governo americano, inclui profissionais que atuaram como chefe de gabinete do então secretário da Guerra durante o anúncio de um pacote de financiamento bilionário para a MP Materials.
Essa expertise visa facilitar a comunicação e negociação com autoridades norte-americanas.
A St. George Mining busca posicionar-se como fornecedora de minerais críticos para países ocidentais. A empresa já mantinha contato com autoridades dos Estados Unidos, com reuniões ocorrendo no ano passado para discutir potenciais acordos de fornecimento.
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A empresa pretende que, a longo prazo, possa envolver até 40% da produção do Projeto Araxá.
A empresa norte-americana REalloys, especializada em terras raras, renovou o memorando de entendimento firmado em 2025. O foco é na continuidade dos testes metalúrgicos em amostras de oxalatos de terras raras produzidas a partir do Projeto Araxá, utilizando tecnologia proprietária da REalloys para a separação de elementos individuais.
Os resultados dos testes com a REalloys irão orientar a otimização do fluxograma de processamento do projeto, visando produzir um material mais adequado para as operações de fabricação de ímãs da empresa norte-americana. A parceria busca otimizar a produção para atender às demandas do mercado.
Segundo um professor, o domínio das terras raras deverá se consolidar nos próximos 10 anos. A crescente demanda por esses minerais, considerados estratégicos para a transição energética, a indústria de alta tecnologia e o setor de defesa, está impulsionada pela busca por reduzir a dependência internacional da China.
A St. George Mining detém o Projeto Araxá, que abriga um depósito mineral estimado em 40,6 milhões de toneladas, com teor médio de 4,13% de óxidos de terras raras, além de nióbio. O projeto é considerado o maior depósito e de maior teor de terras raras hospedado em carbonatito na América do Sul, além do segundo maior teor no mundo ocidental.
O projeto está próximo das instalações da CBMM (Companhia Brasileira de Metalurgia e Mineração), maior produtora mundial de nióbio, responsável por cerca de 80% da oferta global.
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