A disputa pelo título do Campeonato Brasileiro de 1987 entre o Sport e o Flamengo continua a gerar debates no cenário jurídico e esportivo brasileiro. Após quase quatro décadas de litígio, o Sport divulgou um posicionamento oficial em resposta a um parecer recente da Procuradoria-Geral da República (PGR) encaminhado ao Supremo Tribunal Federal (STF).
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O documento da PGR defende a possibilidade de que o Flamengo compartilhe o título nacional daquele ano com o clube pernambucano, intensificando um caso que já ultrapassa quatro décadas.
Novo Capítulo na Longa Disputa
Em agosto de 2024, o Flamengo protocolou um novo recurso, adicionando mais um capítulo a essa longa disputa judicial. O parecer da PGR argumenta que a decisão judicial anterior não estabeleceu de forma explícita a exclusividade do título para o Flamengo.
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A resolução da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) de 2011, que reconheceu Flamengo e Sport como campeões, é mencionada como um ponto central na análise.
Posicionamento do Sport
Em nota oficial, o Sport Club do Recife afirmou acompanhar o tema com tranquilidade e reiterou a confiança nas decisões já tomadas pela Justiça. O clube ressalta que o reconhecimento simultâneo de dois vencedores para uma mesma competição contraria a lógica do direito desportivo e a segurança jurídica.
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A longa duração do caso causa estranheza, considerando que o resultado já foi definido dentro das regras da competição e consolidado pela Justiça.
Histórico do Caso
A disputa começou em 1988, quando o Sport entrou com ação contra a CBF e a União, buscando o reconhecimento da validade do regulamento original do Campeonato Brasileiro de 1987 e a confirmação do clube pernambucano como campeão. Em 1999, a 10ª Vara Federal de Pernambuco deu ganho de causa ao Sport, e o processo foi concluído.
Em 2011, a CBF editou resolução declarando também o Flamengo como campeão, mas o TRF-5 decidiu que o único vencedor era o Sport. O STJ manteve a decisão, e o STF, em 2017, reafirmou o Sport como único campeão. O caso está agora sob a responsabilidade do presidente do STF, ministro Edson Fachin, enquanto o ministro Jorge Messias aguarda aprovação no Senado.
