Sotheby’s registra recorde com Klimt e vaso de ouro de Cattelan! Obra de US$ 236 milhões e peça de ouro chocam leilão em Nova York.
Uma coincidência notável marcou a inauguração da nova sede da Sotheby’s em Nova York, na noite de terça-feira (18). O evento, repleto de recordes e movimentado, uniu dois itens de valor inestimável: um vaso sanitário de ouro e uma pintura de Klimt quase destruída.
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A venda do “Retrato de Elisabeth Lederer”, obra de Gustav Klimt, alcançou US$ 236,4 milhões, tornando-se a obra de arte moderna mais valiosa já vendida em leilão, e a mais cara globalmente pela Sotheby’s. A obra, parte da coleção de Leonard A.
Lauder, que faleceu no início deste ano, escapou da destruição durante a Segunda Guerra Mundial, tendo sido separada de outras obras que posteriormente foram queimadas no Castelo Immendorf, na Áustria.
A venda do “Retrato de Elisabeth Lederer” representou um triunfo para o mercado de arte, que vinha enfrentando uma desaceleração por mais de dois anos. Ao longo do leilão, outras obras também atenderam ou superaram suas estimativas máximas, incluindo uma pintura de Edvard Munch.
A nova sede da Sotheby’s, que antes abrigou o Whitney Museum e um posto avançado da coleção contemporânea do Metropolitan Museum of Art, marca uma mudança significativa na presença da casa de leilões na Museum Mile de Nova York.
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Apesar dos desafios do mercado de arte, com vendas globais de arte e antiguidades em queda, a Sotheby’s conseguiu atrair um público diversificado, incluindo a disputa pelo vaso sanitário de ouro 18 quilates, pesando 220 libras, do artista conceitual Maurizio Cattelan.
A escultura opulenta, inspirada na versão infame exibida no Guggenheim, foi roubada do Palácio de Blenheim, onde foi originalmente usado como vaso sanitário funcional. O lance inicial para a peça, que estava em mãos privadas desde 2017, foi definido pelo preço atual do ouro.
Com a bem-sucedida venda de obras surrealistas da colecionadora Pauline Karpidas e relatos de resiliência no mercado intermediário, algumas análises apontam para uma possível recuperação do mercado de arte. A Sotheby’s ainda tem outros trunfos, como uma pintura psicologicamente perturbadora de Frida Kahlo, “El sueño (La cama)”, que pode quebrar o recorde de Georgia O’Keeffe como a obra de arte mais cara já vendida publicamente por uma artista mulher.
A casa de leilões espera arrecadar mais de US$ 1 bilhão no total até o fim da semana, com base em suas estimativas máximas.
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