Inoculação Biológica de Nitrogênio Impulsiona Produtividade da Soja no Paraná
A inovação na agricultura do Paraná tem se mostrado um caminho promissor para aumentar a produtividade da soja, com a utilização da inoculação biológica de nitrogênio (FBN) ganhando destaque. Desde 2015, o Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR-Paraná) e o Instituto de Pesquisa Científica e Tecnológica de Curitiba (IPCT) acompanham e validam a adoção dessa prática entre os produtores do estado, registrando um aumento médio de 8,33% na produtividade a partir da coinoculação de sementes.
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A coinoculação, que consiste na aplicação conjunta de dois ou mais microrganismos benéficos, potencializa a ação da FBN, aliando rentabilidade à sustentabilidade econômica e ambiental. Essa técnica, validada através de unidades de referência tecnológica (URTs) espalhadas pelo estado, permite avaliar a efetividade da tecnologia na prática, confirmando ano após ano o aumento da produtividade da soja e a redução nos custos com a adubação nitrogenada.
URTs: Pilares da Validação da Tecnologia
As URTs, conduzidas diretamente em lavouras comerciais, desempenham um papel crucial na validação da inoculação. A diversidade geográfica dessas unidades, com diferentes tipos de solo, clima e sistemas de cultivo, oferece um panorama abrangente do que ocorre na safra, permitindo que os pesquisadores avaliem o impacto da tecnologia em diversas condições.
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Em 2024/2025, dados foram coletados em 22 URTs instaladas em lavouras comerciais de 17 municípios, abrangendo diferentes regiões do Paraná.
Resultados e Comparativos
Os resultados obtidos nas URTs com a coinoculação na safra 2024/2025 superaram a média paranaense e nacional. A produtividade média nas URTs foi de 3.916 kg/ha, superior à média paranaense de 3.663 kg/ha e à média nacional de 3.561 kg/ha, conforme dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).
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Além disso, 64% dos produtores paranaenses consultados afirmaram ter utilizado inoculante no cultivo da soja na safra 2024/2025, com uma média de 28% de uso da coinoculação com Bradyrhizobium e Azospirillum, conforme pesquisa da ANPII Bio (Associação Nacional de Promoção e Inovação da Indústria de Biológicos) realizada pela Kynetec.
