Mercado Agrícola em Alta: Soja e Milho Disparam, Trigo Apresenta Recuo
Os contratos futuros de soja registraram um novo dia de alta na Bolsa de Chicago, marcando o segundo pregão consecutivo. O contrato com vencimento em março encerrou a sessão em alta, subindo 0,77%, e fechou a US$ 11,4825 por bushel. A valorização foi impulsionada pelo otimismo em relação à demanda por biocombustíveis nos Estados Unidos e pelo ritmo das exportações para a China, conforme análises de mercado.
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Um ponto crucial para o mercado foi a divulgação da Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos, que apresentou à Casa Branca uma proposta com novas metas de mistura de biocombustíveis. A expectativa é que a regulamentação seja finalizada até o fim de março, o que deve impulsionar ainda mais a demanda por óleo de soja.
Paralelamente, o mercado de milho também acompanhou uma tendência positiva. O contrato futuro para entrega em março avançou 0,64% no fechamento, cotado a US$ 4,3050 por bushel. A Agrinvest atribuiu os ganhos a um cenário mais favorável, com a liquidação do contrato março e a valorização dos demais vencimentos.
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A consultoria destaca que a atenção do mercado permanece voltada para os dados semanais de etanol nos Estados Unidos, o ritmo das exportações brasileiras, que se mantiveram estáveis, e a confirmação de uma compra de 65 mil toneladas por Taiwan, com origem esperada nos Estados Unidos.
No mercado de trigo, o cenário foi diferente. Os contratos recuaram, marcando o terceiro dia consecutivo de baixa. A pressão veio da realização de lucros por parte dos investidores, após ganhos acumulados nas semanas anteriores. Além disso, previsões climáticas indicam a probabilidade de chuvas acima da média para importantes áreas produtoras de trigo de inverno nas Grandes Planícies do Sul dos EUA.
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Apesar da desvalorização do dólar frente ao euro, que poderia melhorar a competitividade das exportações americanas, as vendas por parte de especuladores continuaram, contribuindo para a queda nos preços. Na Euronext, os contratos de março e maio também apresentaram recuos, fechando a 193 e 196,50 euros por tonelada, respectivamente.
