A produtora Macaco Gordo, ligada ao empresário Francisco Kertész, recebeu R$ 12 milhões em contratos de publicidade da Caixa e da Embratur nos últimos dois anos do governo do Partido dos Trabalhadores (PT). Essa relação comercial envolveu também o ministro da Secretaria de Comunicação Social da Presidência (Secom), Sidônio Palmeira, que é sócio de Kertész na agência Nordx.
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Visitas ao Planalto e Natureza dos Encontros
Entre janeiro e junho de 2025, o empresário Chico Kertész, sócio de Francisco Kertész, esteve 13 vezes no Planalto para reuniões com Sidônio Palmeira. Kertész afirmou que essas reuniões tinham caráter pessoal e não envolviam discussões sobre as atividades da Macaco Gordo.
Campanhas Publicitárias e Escolha da Produtora
Segundo o jornal Estadão, os R$ 12 milhões foram destinados a campanhas publicitárias da Caixa e da Embratur entre 2024 e 2025. A Caixa investiu R$ 4,3 milhões na Macaco Gordo, representando cerca de 20% do valor pago a produtoras de vídeo naquele ano.
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Uma campanha específica, sobre renegociação de dívidas, teve um aditamento contratual de R$ 687 mil com dispensa de pesquisa de preços.
Defesa das Contratações
A Caixa justificou as contratações, afirmando que a escolha da Macaco Gordo foi baseada em cotações realizadas pelas agências Propeg, Calia e Binder, que também prestam serviços à instituição. A Caixa ressaltou que a produtora apresentou a proposta de menor preço entre as orçamentos coletados no mercado.
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A Embratur declarou que a seleção de produtoras é feita por meio de chamadas públicas, sem interferência de órgãos federais.
Projetos Realizados e Resposta da Secom
A Macaco Gordo executou projetos como a campanha de afroturismo da Embratur, filmada em diversas cidades brasileiras, e campanhas da Caixa, incluindo “Quina de São João”, “Poupançudos” e “Mega da Virada”. A Secom, por meio de Sidônio Palmeira, afirmou que “jamais” interferiu ou indicou a contratação da produtora, e também não respondeu sobre as visitas de Chico Kertész ao Planalto.
