Sistema Cantareira atinge 20,2% de eficiência em SP; níveis de abastecimento caem e reforçam contingência para atender 9 milhões de pessoas.
O Sistema Integrado Metropolitano de abastecimento atingiu 30,9% do seu “volume útil” na terça-feira, 20 de janeiro de 2026, devido às recentes chuvas na região da Grande São Paulo. Este é o primeiro superamento dos 30% desde 6 de outubro de 2025.
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O Sistema Cantareira, principal manancial da região metropolitana, que atende aproximadamente 9 milhões de pessoas, apresentou um leve aumento em relação à segunda-feira (19 de janeiro), operando com 20,8% de eficiência.
O nível do sistema caiu para 20,5% na segunda-feira e retornou a 20,2% no domingo (18 de janeiro). O índice de normalidade é de 40%.
Em 24 de outubro de 2025, a Agência Reguladora de Serviços Públicos do Estado de São Paulo (Arsel) implementou um plano de contingência para reduzir o consumo. Inicialmente, o nível do Sistema Integrado estava em 28,7% e o da Cantareira em 24,2%.
A Sabesp, empresa de abastecimento privatizada em julho de 2024, reduz a pressão da água por 10 horas diárias. A extensão para 12 horas será adotada se o nível do sistema integrado ficar abaixo de 22,6%.
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O “volume útil” representa a diferença entre o volume total e o “volume morto”, que está abaixo do ponto de captação normal e requer bombeamento para ser utilizado.
A escassez é causada pela falta de chuvas. As faixas do plano de contingência são flexíveis e alteradas com base na avaliação do sistema integrado.
As faixas de contingência são as seguintes: Faixa 1 (abaixo de 46,84%) – Revisão das transposições de bacia e reforço das campanhas de uso consciente da água; Faixa 2 (abaixo de 40,84%) – Redução da pressão na rede de abastecimento por 8 horas noturnas; Faixa 3 (abaixo de 34,84%) – Redução de pressão por 10 horas; Faixa 4 (abaixo de 28,84%) – Redução de pressão por 12 horas; Faixa 5 (abaixo de 22,84%) – Redução de pressão por 14 horas; Faixa 6 (abaixo de 12,84%) – Redução de pressão por 16 horas, instalação de bombas para captar o “volume morto” e ligações emergenciais em hospitais, clínicas de hemodiálise, presídios e postos de bombeiros; Faixa 7 (abaixo de 2,84%) – Rodízio no abastecimento.
A mudança de faixa, com aumento do tempo de redução da pressão, só é feita se o nível se mantém abaixo do limite por 7 dias consecutivos. Para relaxar a medida e voltar a uma faixa anterior, com a diminuição mais branda do tempo de redução de pressão, é preciso que o nível se mantenha acima do limite por 14 dias consecutivos.
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