Síndico Cléber Rosa de Oliveira é acusado de vandalismo e morte de Daiane Alves Souza. Investigações e prisões no caso da corretora em Caldas Novas, Goiás.
Em Caldas Novas, no sul de Goiás, o apartamento do síndico Cléber Rosa de Oliveira, sob investigação por suspeita de envolvimento na morte da corretora de imóveis Daiane Alves Souza, foi alvo de vandalismo na tarde de quarta-feira (28). Um vídeo obtido pela CNN Brasil documenta os atos, revelando danos significativos no local.
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As imagens mostram a remoção de fios das paredes, a reviravolta de cômodos da residência e a gravação de palavras como “assassino” em vermelho por toda a casa. O hall do prédio também foi vítima do vandalismo. O caso se intensifica com a prisão do síndico e do filho, ambos sob suspeita de participação no homicídio.
Daiane Alves Souza, de 43 anos, foi encontrada em uma área de mata em Caldas Novas (GO) na madrugada de quarta-feira (28) pela Polícia Civil de Goiás. As prisões foram realizadas pelo GIH (Grupo de Investigação de Homicídios de Caldas Novas), pelo GID (Grupo de Investigação de Desaparecidos) e pela DIH (Delegacia Estadual de Investigações de Homicídios).
O síndico confessou o crime ao colaborar com as investigações, indicando o local do corpo.
A investigação revelou que Daiane foi vista pela última vez no elevador do condomínio Amethist Tower, descendo ao subsolo para verificar uma queda de energia. As câmeras registraram sua presença até as 19h, e às 19h08, apenas outra moradora passou pelo prédio.
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Cléber teria abordado Daiane no subsolo durante a filmagem dos relógios de energia.
Cerca de 22 pessoas foram ouvidas durante o processo investigativo. A polícia acredita que, entre os suspeitos e a vítima, apenas o síndico preso nesta quarta (28) teria a possibilidade de cometer o crime e ocultar o corpo. O filho pode responder por auxílio, considerando a suposta colaboração do pai.
Uma linha de análise aponta que Daiane foi morta dentro do condomínio e retirada do local já sem vida. A Polícia Civil afirma que o síndico “tinha meios, modos e motivos para o crime”, devido aos conflitos entre os dois. Daiane moveu 12 processos contra Cléber, nas esferas cível e criminal.
Denúncias obtidas pela CNN Brasil indicam que Cléber é acusado de perseguir Daiane entre fevereiro e outubro de 2025. As ações começaram em novembro de 2024, após um desentendimento. A promotoria aponta que Daiane administrava imóveis no condomínio onde Cléber atuava como síndico, incluindo um apartamento alugado para nove pessoas, excedendo o limite máximo.
Além das exigências, o síndico teria sabotado o fornecimento de água, energia elétrica, gás e internet nos apartamentos administrados por Daiane, fechando registros, desligando padrões de energia e desconectando cabos. Também teria monitorado a movimentação de Daiane e seus hóspedes por meio das câmeras de segurança do condomínio, enviando as imagens para a irmã da vítima e discutido com frequência com a corretora.
Em fevereiro de 2025, Cléber teria agredido Daiane com uma cotovelada, resultando em um processo separado por lesão corporal. Diante desses elementos, o caso, inicialmente tratado como desaparecimento, passou a ser investigado como homicídio em janeiro deste ano.
A defesa do síndico afirma que ele não figura como investigado no inquérito policial em curso e mantém postura colaborativa com as autoridades, fornecendo todas as informações e acessos necessários, certo de que a elucidação dos fatos é de interesse coletivo.
Os advogados também afirmam que a inocência de Cléber será devidamente comprovada durante a instrução processual, momento em que ficará demonstrada a regularidade de sua atuação administrativa.
O caso continua sob investigação, com foco na coleta de evidências e na análise das relações entre os envolvidos. A complexidade do caso, com denúncias de perseguição e vandalismo, intensifica a busca pela verdade e pela justiça.
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