Sindicatos e movimentos sociais manifestam-se pela libertação de Maduro na ONU

Sindicatos e movimentos sociais manifestam-se por libertação de Maduro na Venezuela. União Nacional dos Estudantes e CUT cobram respeito ao povo venezuelano.

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(Imagem de reprodução da internet).

Sindicatos e movimentos sociais se uniram em uma manifestação na tarde de segunda-feira (5) na capital paulista, demonstrando solidariedade com a Venezuela. O ato teve como objetivo principal a libertação do presidente Nicolás Maduro, além de defender a autonomia do país vizinho e a busca por paz e respeito ao povo venezuelano.

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Declarações dos Participantes

A estudante de Gestão de Políticas Públicas da USP, Bianca Mondeja, integrante da União Nacional dos Estudantes (UNE), enfatizou a importância da “capacidade de autodeterminação” do povo venezuelano, criticando a postura de “imperialismo” de países como os Estados Unidos, que buscam dominação, especialmente de nações da periferia do capitalismo.

A professora Luana Bife, filiada à Central Única dos Trabalhadores (CUT), condenou a interferência dos Estados Unidos na Venezuela, argumentando que essa ação desestabiliza o país social e economicamente. Ela ressaltou a necessidade de defender a autodeterminação dos povos.

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O membro do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), Gilmar Mauro, defendeu a soltura imediata de Maduro, destacando que a situação ameaça as democracias em todo o mundo, influenciada pelas declarações diretas de figuras como Donald Trump.

Situação Atual na Venezuela

Após o lançamento de um “ataque de grande escala” pelos Estados Unidos, que resultou no sequestro de Maduro e sua esposa, Cilia Flores, o país enfrenta uma crise política e social. O presidente Donald Trump anunciou a intenção de governar a Venezuela até que ocorra uma transição de poder.

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Nicolás Maduro refutou as acusações de envolvimento com narcoterrorismo e tráfico internacional de drogas, classificando-se como “prisioneiro de guerra” e “homem decente” durante uma audiência no Tribunal Federal do Distrito Sul de Manhattan.

Reações Internacionais e da ONU

O Conselho de Segurança da ONU reuniu-se para discutir a ação dos Estados Unidos. Representantes da China e da Rússia condenaram o ataque e exigiram a libertação imediata de Maduro e sua esposa. Os Estados Unidos negaram estar em guerra ou ocupar a Venezuela.

O embaixador dos EUA na ONU, Michael Waltz, justificou a ação com base em critérios jurídicos, sem caracterizá-la como militar.

Desenvolvimentos Políticos Internos

Delcy Rodríguez assumiu a presidência interina da Venezuela, sendo a primeira mulher a liderar o país. O Supremo Tribunal venezuelano a indicou para um mandato renovável de 90 dias, com o reconhecimento do Exército e da Assembleia Nacional.

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