Silvinei Vasques embaixado no Paraguai após liberação e acusações de interferência eleitoral

Silvinei Vasques, ex-diretor da PRF, após liberação da tornozeleira, é investigado no Paraguai. Acusações de interferência eleitoral e ações da PRF em 2022 geram polêmica

26/12/2025 14:43

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(Imagem de reprodução da internet).

Silvinei Vasques, ex-diretor-geral da Polícia Rodoviária Federal (PRF), encontrava-se no Paraguai na madrugada da sexta-feira, 26 de dezembro de 2025, após a ruptura de sua tornozeleira eletrônica. A liberação ocorreu após uma decisão da 1ª Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) em setembro, encerrando um período de 24 anos e 6 meses de prisão, decorrentes do julgamento do núcleo 2 da tentativa de golpe de Estado.

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Acusações de Interferência Eleitoral

A Procuradoria-Geral da República (PGR) alegou que Silvinei Vasques e outros membros do núcleo 2 da PRF utilizaram a corporação para dar suporte institucional e operacional ao plano golpista. O grupo foi acusado de planejar atos violentos e iniciativas que visavam interferir no processo eleitoral.

Segundo a PGR, Vasques, na função de diretor-geral, e Marília Alencar, responsável pela área de inteligência, direcionaram operações policiais para dificultar o fluxo de eleitores da região Nordeste, onde o Partido dos Trabalhistas (PT) possuía vantagem eleitoral.

Descumprimento das Decisões do TSE

A PGR sustentou que houve descumprimento deliberado de decisões do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O procurador-geral da República, Paulo Gonet, afirmou que as ações praticadas pela organização criminosa estavam documentadas em conversas por aplicativos de mensagens e registros em arquivos eletrônicos.

As acusações incluíam o monitoramento de autoridades e a elaboração de planos para neutralizá-las, além da formulação de um decreto que rompia com as estruturas democráticas do país e o mapeamento de pontos com maior concentração de eleitores do candidato rival para impedir sua participação nas urnas no segundo turno das eleições de 2022.

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Alegações de Vasques e Voto de Dino

Silvinei Vasques, em suas alegações finais enviadas ao STF na terça-feira, 7 de outubro de 2025, declarou que a PRF não interferiu no segundo turno das eleições de 2022 e que não houve ações para dificultar o transporte de eleitores, especialmente no Nordeste, durante o pleito que resultou na vitória de Luiz Inácio Lula da Silva.

Operações e Confronto com o TSE

Em 30 de outubro de 2022, durante o segundo turno das eleições, a Polícia Rodoviária Federal realizou operações em transporte público de eleitores, gerando controvérsia. Agentes da PRF foram flagrados atrapalhando a chegada de pessoas aos locais de votação.

Silvinei Vasques foi notificado pelo ministro Alexandre de Moraes e compareceu ao TSE para prestar esclarecimentos sobre as operações.

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