Setores da Economia Buscam Adiar Debate sobre Jornada de Trabalho
Nos últimos meses, diversos setores da economia têm intensificado seus esforços para impedir a tramitação de propostas que visam reduzir a jornada de trabalho no Congresso Nacional. A estratégia principal é direcionar qualquer discussão para após as eleições presidenciais de 2026, buscando evitar pressões relacionadas à disputa política.
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Empresários argumentam que a implementação do fim da escala de trabalho 6×1 poderia gerar um impacto negativo ainda maior no mercado, sem a devida análise técnica e debate amplo. A prioridade, nesse momento, é garantir que a agenda seja adiada até o término do ciclo eleitoral.
Vander Costa, presidente da Confederação Nacional do Transporte (CNT), em entrevista à CNN Brasil, enfatizou a necessidade de um processo de discussão mais aprofundado e com tempo adequado. “Essa é uma discussão que exige tempo e análise técnica.
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Não pode ser acelerada por conta das eleições. No meu setor, por exemplo, já temos uma escassez de motoristas. Reduzir a disponibilidade dos trabalhadores agravaria ainda mais a situação”, declarou.
Para fortalecer a reação contra a proposta, os setores econômicos estão empenhados na elaboração de uma nota técnica conjunta, com previsão de publicação em um período de 10 a 15 dias. Paralelamente, diferentes entidades têm manifestado suas críticas de forma independente, buscando ampliar a pressão sobre o governo e o Congresso.
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