Setor de Dispositivos Médicos Brasileiros Adapta Estratégia de Exportação
O aumento das tarifas nos Estados Unidos impactou significativamente a estratégia de exportação da indústria de dispositivos médicos brasileira. De acordo com dados da Abimo (Associação Brasileira da Indústria de Dispositivos Médicos), o volume exportado em 2025 atingiu US$ 1,15 bilhão, representando uma redução de 2,83% em relação ao desempenho de 2024.
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
A entidade associa essa queda diretamente ao aumento tarifário nos Estados Unidos, que historicamente representam o principal mercado consumidor dos produtos brasileiros. A Abimo destaca a necessidade de uma adaptação urgente na estratégia de exportação, visando mitigar os efeitos da nova realidade comercial.
Apesar da redução no volume total exportado, os Estados Unidos permaneceram o principal destino dos produtos brasileiros, totalizando US$ 289,68 milhões em vendas. Esse valor demonstra um crescimento de 4,61% em comparação com o ano anterior, impulsionado por vendas realizadas em um período anterior à implementação das tarifas.
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
No entanto, o crescimento mais expressivo ocorreu em outros mercados, como Reino Unido (+61,19%), Turquia (+52,03%), Colômbia (+39,46%), China (+29,75%) e Alemanha (+28,93%), México (+18,69%). Essa diversificação geográfica é vista como uma estratégia crucial para aumentar a competitividade do setor.
“2025 foi um ano que testou a resiliência da nossa indústria,” afirma Larissa Gomes, gerente de Projetos e Marketing da Abimo. “Mesmo diante de barreiras externas relevantes, conseguimos ampliar a presença do Brasil em mercados estratégicos e reduzir a dependência de poucos destinos.
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
LEIA TAMBÉM!
Esse movimento de diversificação é fundamental para fortalecer a competitividade do setor no longo prazo.”
A Abimo planeja avançar em 2026 com uma agenda focada em consolidar os mercados já conquistados, aprofundar relações internacionais e ampliar a previsibilidade para as empresas. A entidade espera avanços no diálogo comercial com os Estados Unidos e a abertura de novas frentes de negociação, buscando um ambiente mais favorável às exportações brasileiras.
