Sérgio Moro acusa governo Lula de manobra política contra Messias no STF

O senador Sérgio Moro (PL-PR) manifestou sua preocupação em relação ao processo de aprovação do indicado pelo presidente do PT para o Supremo Tribunal Federal (STF). Em postagem recente no X, o político afirmou ter sido retirado da Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) do Senado, que realizará a avaliação da nomeação.
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A decisão, segundo Moro, demonstra a “incerteza” e “insegurança” do governo atual em relação à aprovação do indicado.
Manobra Política e Voto Contrário
Moro ressaltou que a substituição, realizada pelo então representante do MDB-AL, representa uma “manobra lamentável” do governo Lula na CCJ do Senado. O senador enfatizou que não permitirá que a decisão afete seu voto contrário, que será realizado no plenário do Senado.
Ele compartilhou um vídeo de 1 minuto e 4 segundos, intitulado “Tirado da CCJ, Moro diz que governo teme ‘sabatina transparente’”, onde detalha sua posição.
Situação de Jorge Messias e a CCJ
Jorge Messias, indicado pelo presidente para o STF, será submetido a uma sabatina pela CCJ do Senado na quarta-feira (29.abr.2026). Uma análise do Poder360 revelou que o advogado-geral da União possui um cenário favorável na comissão, necessitando apenas de mais um voto a favor para alcançar a maioria necessária para aprovação.
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Atualmente, cinco membros da comissão permanecem indecisos: representantes do PSB-CE, PSDB-PR, União Brasil-TO, PSB-MG e PSD-GO.
Tendências de Voto na CCJ
Entre os membros indecisos, figuras da base governista, como Cid e Pacheco, tendem a votar a favor de Messias. O senador da União Brasil-MT ainda não se pronunciou sobre o assunto. Fontes próximas a Oriovisto Guimarães (União Brasil-MT) indicam que ele deve votar contra a aprovação.
A aprovação na CCJ abrirá caminho para a votação no plenário do Senado, onde a situação se torna mais delicada.
Expectativas do Governo
Jorge Messias acredita que possui 45 votos garantidos para sua aprovação, apenas quatro a mais do que o mínimo necessário de 41 (de um total de 81 senadores). O Planalto planeja aumentar o número de apoiadores para pelo menos 50 votos, visando um processo mais tranquilo na quarta-feira (29.abr.2026).
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