Sensor Inovador Detecta Câncer de Pâncreas em Estágios Precoces

Sensor eletroquímico inovador detecta câncer de pâncreas em estágios iniciais! Pesquisadores brasileiros buscam diagnóstico precoce da doença com tecnologia

27/04/2026 07:01

2 min

Sensor Inovador Detecta Câncer de Pâncreas em Estágios Precoces
(Imagem de reprodução da internet).

Sensor Eletroquímico Promete Diagnóstico Precoce de Câncer de Pâncreas

Pesquisadores brasileiros estão desenvolvendo um sensor eletroquímico inovador com o potencial de detectar o câncer de pâncreas em estágios iniciais, oferecendo uma alternativa mais acessível aos métodos tradicionais. O dispositivo se destaca pela capacidade de identificar uma molécula específica, a CA19-9, presente em baixas quantidades no sangue dos pacientes, abrindo caminho para um diagnóstico mais rápido e de menor custo.

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A pesquisa, liderada por Débora Gonçalves do IFSC-USP, visa combater a alta taxa de mortalidade associada ao câncer de pâncreas, que frequentemente é diagnosticado em fases avançadas, quando as chances de cura são significativamente reduzidas. “A principal dificuldade reside no fato de que, nos estágios iniciais, a doença é assintomática, levando a diagnósticos tardios e, consequentemente, a um prognóstico menos favorável”, explica Gonçalves.

Funcionamento do Biossensor

O sensor, desenvolvido por Gabriella Soares e sua equipe da USP, utiliza um princípio de “chave e fechadura” para detectar a proteína CA19-9, principal marcador biológico do câncer de pâncreas. A superfície do dispositivo é revestida com anticorpos que se ligam especificamente à proteína, alterando a distribuição de cargas elétricas em um eletrodo.

Essa variação é então traduzida em um sinal mensurável, permitindo a quantificação da CA19-9 no sangue.

O processo de detecção, que leva cerca de dez minutos, permite identificar concentrações muito baixas da proteína, possibilitando o diagnóstico precoce da doença. A equipe está expandindo os testes para incluir amostras de saliva e urina, provenientes do Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto, buscando ampliar o escopo da análise.

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Novas Abordagens e Tecnologias

Além do sensor principal, a equipe está desenvolvendo outros dois dispositivos com diferentes arquiteturas e mecanismos de detecção. O objetivo é combinar os resultados desses biossensores e analisar a CA19-9 em amostras de sangue, urina e saliva, buscando aumentar a precisão e a qualidade das análises.

A pesquisa também envolve o desenvolvimento de algoritmos para analisar os grandes volumes de dados gerados pelos sensores, identificando padrões, fazendo previsões e corrigindo erros de leitura. Essa abordagem visa criar uma “língua bioeletrônica” capaz de interpretar os resultados obtidos nas amostras de sangue, urina e saliva, oferecendo uma ferramenta completa para o diagnóstico do câncer de pâncreas.

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