Sensor de Ozônio do IFSC/USP: Como a nova tecnologia mudará o monitoramento do ar?

Desenvolvimento de Sensor Avançado para Detecção de Ozônio
Pesquisadores do Instituto de Física de São Carlos (IFSC), vinculado à USP, anunciaram um avanço significativo no monitoramento ambiental. Eles criaram um novo modelo de sensor capaz de detectar ozônio ($\text{O}_3$) na atmosfera com notável eficiência e estabilidade.
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O dispositivo inovador utiliza uma combinação estratégica de óxido de grafeno reduzido (rGO) e óxido de zinco (ZnO). Esses materiais são organizados em uma estrutura que lembra um “sanduíche”, visando preservar as propriedades químicas dos componentes por um período mais longo.
O Desafio da Detecção de Poluentes Atmosféricos
O ozônio é um poluente preocupante, originado tanto de processos industriais quanto de emissões veiculares. Sua presença no ar pode provocar sérios problemas respiratórios e irritações em seres humanos.
Historicamente, o grande obstáculo para a criação desses monitores era a rápida degradação dos sensores. Esse desgaste ocorria justamente no contato direto com o gás ozônio, comprometendo a precisão das medições.
Proteção Estrutural Contra Degradação
Na pesquisa desenvolvida, a organização das camadas foi meticulosamente planejada. O objetivo foi fazer com que o óxido de zinco atuasse como uma barreira protetora, resguardando o grafeno contra a ozonólise, processo que rompe as ligações de materiais orgânicos.
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Resultados e Desempenho do Novo Sensor
Conforme detalhado no estudo publicado na revista científica *Chemosensors*, o sensor demonstrou alta seletividade. Isso significa que ele consegue distinguir o ozônio de outros gases comuns presentes no ar, como monóxido de carbono e amônia.
Além da seletividade, a composição permitiu que o sensor operasse em temperaturas mais baixas. Essa característica aumenta consideravelmente sua eficiência energética e prolonga sua vida útil, sem apresentar sinais de desgaste durante os testes laboratoriais.
Aplicações Futuras no Monitoramento Ambiental
Esta nova tecnologia possui grande potencial de aplicação em estações fixas de medição da qualidade do ar. Também pode ser integrada a dispositivos portáteis, permitindo um controle ambiental em tempo real e mais acessível.
O projeto, coordenado pelo professor Valmor Roberto Mastelaro e com apoio da Fapesp, avançará agora para uma fase de testes. O foco será reduzir ainda mais a temperatura de operação e explorar o uso do sistema em diferentes contextos.
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