Sensor brasileiro detecta câncer de pâncreas em estágio inicial com precisão inédita

Sensor eletroquímico brasileiro detecta câncer de pâncreas em estágio inicial! Inovação da professora Débora Gonçalves pode revolucionar diagnóstico.

28/04/2026 11:41

2 min

Sensor brasileiro detecta câncer de pâncreas em estágio inicial com precisão inédita
(Imagem de reprodução da internet).

Novo Sensor Eletroquímico Promete Detecção Precoce do Câncer de Pâncreas

Pesquisadores brasileiros alcançaram um avanço significativo no diagnóstico do câncer de pâncreas, desenvolvendo um sensor eletroquímico capaz de identificar a doença em seus estágios iniciais. A descoberta, divulgada pela Agência Fapesp, representa uma alternativa mais acessível e simplificada aos métodos de diagnóstico tradicionais.

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O câncer de pâncreas, frequentemente assintomático nas fases iniciais, dificulta a detecção precoce, tornando o novo sensor uma ferramenta promissora.

A iniciativa, liderada pela professora Débora Gonçalves do Instituto de Física de São Carlos da, visa ampliar o acesso à rastreabilidade da doença. O estudo, publicado na revista ACS Omega, detalha o funcionamento do sensor, que se concentra na detecção da proteína CA19-9, um marcador biológico chave para o diagnóstico do câncer de pâncreas.

A pesquisa envolveu a análise de 24 amostras de sangue de pacientes em diferentes estágios da doença e de um grupo de controle, obtendo resultados estatisticamente comparáveis aos de exames convencionais.

Como Funciona a Tecnologia Inovadora

O sensor opera através da medição da capacitância, que é a capacidade de armazenar cargas elétricas, na presença da proteína CA19-9. A superfície do dispositivo é revestida com anticorpos específicos que reconhecem e capturam as moléculas do biomarcador.

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A interação entre os anticorpos e a proteína altera a distribuição de cargas elétricas, gerando um sinal mensurável de capacitância.

O sistema compara esse resultado com uma curva de calibração em aproximadamente 10 minutos, estimando a quantidade da proteína no sangue. A equipe de pesquisa está expandindo o projeto, desenvolvendo dois sensores adicionais com diferentes arquiteturas e mecanismos de detecção.

O objetivo final é integrar os resultados de amostras de sangue, urina e saliva, otimizando o dispositivo e aprimorando as chances de diagnóstico precoce.

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