16 senadores buscam governos estaduais em 2026! Alan Rick, Omar Aziz e outros nomes anunciam saída do Congresso. Renan Filho e Eduardo Girão também entram na disputa. A renovação do Senado e a busca por novos desafios no Executivo Estadual prometem mudar o cenário político do país
Uma recente análise da coluna aponta que 16 senadores já manifestaram intenção de deixar o Congresso Nacional para concorrer a governos estaduais nas eleições de 2026. Essa movimentação, combinada com a renovação de 54 cadeiras no Senado, sugere uma possível mudança significativa no cenário político do país.
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A busca por novos desafios no Executivo Estadual impulsiona uma série de nomes que atualmente ocupam cargos no Legislativo.
Entre os senadores que buscam novos desafios, destacam-se nomes como Alan Rick, representando o Acre; Omar Aziz, proveniente do Amazonas; Marcos Rogério, de Rondônia; Dorinha, de Tocantins; Eduardo Gomes, também de Tocantins; Renan Filho e Eduardo Girão, ambos do Alagoas e Ceará, respectivamente; Efraim Filho, de Paraíba; Ciro Nogueira, de Piauí.
O consultor político Humberto Frederico alerta que a avaliação no Senado não garante o sucesso em uma disputa pelo governo estadual. Segundo ele, a ideologia pode influenciar a percepção do eleitor, mas não é suficiente para assegurar votos. “O fator ideologia, em alguns estados, vai ser importante.
Muitos desses senadores estão tentando mostrar para os eleitores, por exemplo, o senador que é de direita, ele está tentando mostrar para os eleitores que ele pode ser um bom governador justamente por ser de direita. Mas só isso não vai bastar. Porque lá na ponta, quem está vivendo o Estado, quem está vivendo os problemas do seu Estado, ele quer saber a digestão, ele quer saber até onde esse senador, apesar de ele aprovar o mandato desse senador no Congresso Nacional, ele ainda tem dúvida se esse mesmo senador vai conseguir cuidar da saúde, cuidar da educação e principalmente da segurança pública.”
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Humberto Frederico ressalta que o eleitor avalia a capacidade de gestão do candidato. “Nós vamos ver senadores bem avaliados passando dificuldade nos seus estados na candidatura ao governo do estado se ele não conseguir transferir para o eleitor essa capacidade de gestão. É importante observar qual é o nível de contentamento e descontentamento do eleitor.
A eleição para o Senado e também para o governo do Estado vai mostrar até onde o eleitor está satisfeito com aqueles que foram eleitos há quatro anos.”
A disputa pelo governo estadual será fortemente influenciada pelas realidades locais de cada região. No Norte, estados como Amazonas e Acre enfrentam problemas estruturais, incluindo saúde e segurança pública, que podem pesar na avaliação do eleitor.
Rondônia e Tocantins exigem que os senadores demonstrem experiência em gestão local, além do histórico político no Congresso. No Nordeste, a complexidade é ainda maior. Estados como Piauí e Ceará apresentam desafios econômicos e sociais que colocam os candidatos sob o escrutínio direto do eleitor.
A capacidade de transferir o prestígio no Senado para resultados concretos na gestão estadual será decisiva. No Centro-Oeste, a disputa é marcada pela diversidade. Minas Gerais tem forte competitividade interna, enquanto Goiás e Mato Grosso demandam experiência em gestão agrícola e infraestrutura.
No Distrito Federal, a atenção estará voltada à relação com a União e ao impacto das políticas federais. No Sul, Paraná concentra atenção nacional, com Sergio Moro como destaque. A disputa tende a ser influenciada pela segurança pública e economia local, temas centrais para o eleitorado.
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