Senadora Teresa Leitão rebate críticas a Alcolumbre sobre PEC em entrevista

Senadora Teresa Leitão defende Alcolumbre após críticas sobre tramitação da PEC em entrevista.

09/07/2026 08:18

4 min

“A minha relação com o presidente [Davi Alcolumbre] sempre foi muito boa, antes mesmo de eu ser líder”, declarou Teresa Leitão | Sérgio Lima/Poder360 – 8.jul.2026
“A minha relação com o presidente [Davi Alcolumbre] sempre foi m...

Senadora Teresa Leitão rebate críticas a Davi Alcolumbre sobre tramitação da PEC

Em entrevista exclusiva ao Poder360, realizada em 8 de julho de 2026, a senadora Teresa Leitão (PT – PE) defendeu o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil – AP), após críticas do líder do PT na Câmara, Jaques Wagner, sobre o ritmo de tramitação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que flexibiliza a escala de trabalho.

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A entrevista foi conduzida por Sérgio Lima do Poder360.

Contexto do Mercado e Tensão nas Relações

A senadora apontou que o comentário de Wagner, direcionado a Alcolumbre, foi “individual” e que a bancada do PT na Casa Alta não tem qualquer relação com a questão. Ela mencionou a relação estremecida entre Alcolumbre e o presidente Lula, que se intensificou após a decisão do advogado – geral da União, Jorge Messias, de levar o caso ao Supremo Tribunal Federal (STF) em novembro de 2025.

A nomeação de Messias ao STF, que foi o 1º nome a ser barrado pelo Senado em 132 anos, gerou tensões entre Alcolumbre e o presidente Lula.

Repercussão e Próximos Passos

Em 29 de abril, o Senado rejeitou a nomeação de Messias, o que gerou uma crise nas relações entre o Palácio do Planalto e o Senado. A senadora Teresa Leitão ressaltou que a bancada petista se solidarizou com Wagner, que enfrenta dificuldades para emplacar sua indicação ao STF.

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Ela acredita que a saída de Wagner do cargo o ajudará na tentativa de reeleição e a se defender no caso em que está envolvido. A congressista substituiu Jaques Wagner por Teresa Leitão, que assumiu o cargo em 25 de junho, após ser alvo da Polícia Federal na investigação do Banco Master e seu fundador, Daniel Vorcaro.

Davi Alcolumbre e a Estratégia do Senado

A senadora Teresa Leitão afirmou que a relação com Alcolumbre sempre foi boa, e que a situação atual, focada na questão da PEC, não afeta essa relação. Ela disse que a bancada do PT no Senado não faz pronunciamentos que ataquem Alcolumbre ou qualquer outro poder, considerando que essa é uma questão individual do deputado Jaques Wagner.

Ela também destacou que o movimento sindical, que é o principal interessado na questão da escala de trabalho, tem se solidarizado com Wagner, demonstrando uma boa relação com Alcolumbre.

Críticas e Desafios

A senadora criticou a tentativa de ridicularizar Alcolumbre, chamando – o de “inimigo do povo”, argumentando que essa estratégia não é o caminho na democracia. Ela ressaltou que o Parlamento deve ser preservado, e que o discurso despolitizado pode prejudicar o debate.

A senadora também mencionou que o Copom (Comitê de Política Econômica) está com 7 integrantes, e que as diretorias de Política Econômica e Organização estão vagas, o que representa um desafio para o governo.

Alcolumbre e as Pautas Prioritárias

Alcolumbre colocou na mesa algumas condições para avançar com a tramitação da PEC do fim da escala de trabalho, acelerando o processo. As pautas prioritárias do governo, segundo Lula, são a PEC do fim da, a PEC da Segurança Pública e o projeto de lei sobre minerais críticos.

A senadora enfatizou que o Alcolumbre está trabalhando para destravar a tramitação da PEC, que é considerada essencial para o governo. Ela ressaltou que o tempo de tramitação de cada uma das pautas é diferente, e que a PEC daé a que está com o tempo de tramitação mais adiantado.

Conclusão

A senadora Teresa Leitão concluiu a entrevista reafirmando o compromisso da bancada do PT no Senado com o trabalho de aperfeiçoamento das pautas prioritárias do governo, buscando um consenso para aprovar o que é essencial. Ela ressaltou que o trabalho no Congresso será semipresencial, com esforço concentrado para aprovar o que é essencial, e que a relação entre o Senado e o governo está em trâmite, com reuniões e conversas constantes entre os líderes e o presidente Lula.

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