Senadora do Psoo critica acordo UE-Mercosul, destaca salvaguardas e avanços

Senadora do PP destaca que acordo UE-Mercosul é “possível” e reconhece que não atingiu expectativas iniciais. Acordo estabelece comércio e inclui salvaguardas.

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(Imagem de reprodução da internet).

A vice-presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária, a senadora do Partido Progressista de Mato Grosso do Sul, declarou que o acordo UE-Mercosul representa um “possível alcançável”, reconhecendo que não atingiu as expectativas iniciais. O tratado, aprovado pela União Europeia nesta sexta-feira (9 de janeiro de 2026), após 26 anos de negociações, estabelece o comércio de bens e serviços, incluindo compromissos em propriedade intelectual, compras públicas e sustentabilidade ambiental.

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A aprovação representa um avanço, segundo a senadora.

Salvaguardas e Preocupações

A senadora ressaltou que o acordo inclui salvaguardas impostas pela União Europeia, que ela considera “ameaças injustas” ao agronegócio brasileiro. Apesar disso, ela acredita que o acordo pode se ajustar e oferecer novas perspectivas comerciais para o Brasil, especialmente diante da crescente proteção comercial global.

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Dados Comerciais

Em 2025, o Brasil exportou US$ 49,8 bilhões para a União Europeia e importou US$ 50,3 bilhões, elevando o volume total da corrente comercial – soma de exportações e importações – para além de US$ 100 bilhões pela primeira vez, com um aumento de 4,8% em relação a 2024.

A União Europeia é o segundo maior parceiro comercial do Mercosul em bens.

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Resistências e Negociações

A aprovação do acordo enfrentou resistências em alguns países da União Europeia, principalmente de setores agrícolas e políticos que temiam a concorrência de produtos sul-americanos e questionavam impactos ambientais e sociais. Governos como o da França solicitaram adiamento de votações no Parlamento Europeu, e debates sobre salvaguardas para proteger agricultores domésticos ocorreram em paralelo às negociações principais.

Conclusão

O acordo UE-Mercosul, após aprovação do Parlamento Europeu e dos Congressos sul-americanos, entrará em vigor após a conclusão das etapas finais de ratificação. O Brasil superou os EUA e se tornou o maior produtor de carne bovina e de vitela do mundo em 2025.

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