Senadora do PP-MS Lidera Defesa do Mercosul contra a UE no Senado!
Senadora do PP-MS assume relatoria do Acordo Mercosul-UE! 🚨 Defende flexibilização de salvaguardas para o agronegócio brasileiro. Saiba mais!
Acordo Mercosul-UE: Senadora será Relatora no Senado
A senadora (PP-MS), que preside a Frente Parlamentar da Agropecuária, anunciou nesta quarta-feira (25 de fevereiro de 2025) que assumirá a relatoria do Acordo Mercosul-União Europeia no Senado. “Recebi o convite e, após muita reflexão, decidi aceitar, pois considero o trabalho essencial para garantir que o acordo seja o melhor possível para o Brasil”, declarou durante a inauguração do formulário de cadastro e alertas grátis do Poder360, após concordar com os termos da LGPD.
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A senadora enfatizou que seu papel será focado em recomendar, no relatório, contra as salvaguardas comerciais impostas pela União Europeia, que, segundo ela, representam “ameaças injustas” ao agronegócio brasileiro, especialmente no setor de carne bovina.
Ela participou das negociações em Bruxelas em 2019, que foram reabertas após um período de interrupção.
O Acordo Mercosul-UE foi formalizado pela União Europeia em 9 de janeiro de 2025, após 26 anos de negociações. Países como França, Polônia, Áustria, Irlanda e Hungria se manifestaram contra o acordo, alegando potenciais prejuízos para seus setores agrícolas.
O acordo visa reduzir tarifas alfandegárias, facilitar o comércio de bens e serviços, e incluir compromissos em propriedade intelectual, compras públicas e sustentabilidade ambiental.
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Para entrar em vigor, o acordo precisa da aprovação do Parlamento Europeu e dos Congressos sul-americanos. A União Europeia é o segundo maior parceiro comercial do Mercosul em bens, com um mercado comum que abrange cerca de 718 milhões de pessoas e um PIB combinado de US$ 22,4 trilhões.
Em 2025, o Brasil exportou US$ 49,8 bilhões para a União Europeia, um aumento de 3,2% em relação a 2024, e importou US$ 50,3 bilhões, com um crescimento de 6,4% em um ano. O volume total de comércio entre as duas regiões ultrapassou US$ 100 bilhões pela primeira vez na série histórica, iniciada em 1997, com um aumento de 4,8% em relação ao ano anterior.
Líderes europeus, incluindo a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, e o chanceler alemão, Friedrich Merz, defenderam publicamente os benefícios do acordo. Em 2025, o Brasil já superou os Estados Unidos e se consolidou como o maior produtor mundial de carne bovina e de vitela. Debates sobre salvaguardas para proteger agricultores domésticos ocorreram em paralelo às negociações principais, com alguns governos, como o da França, solicitando adiamentos nas votações do tratado no Parlamento Europeu.
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