Senadora Ana Paula Lobato Aprovam Lei Cruel Contra Mulheres?

Senado criminaliza ódio a mulheres! Nova lei pune misoginia com reclusão. Medida inédita surge após alarmante aumento de feminicídios em 2025. Saiba mais!

25/03/2026 9:09

2 min de leitura

(Imagem de reprodução da internet).

Senado Aprova Lei que Criminaliza a Misoginia

O Senado Federal aprovou nesta terça-feira (24) um projeto de lei que considera a misoginia como crime grave. A medida significa que o ódio ou a aversão direcionados às mulheres deixará de ser tratado como uma ofensa branda, passando a ser punido com reclusão de dois a cinco anos, além de multa.

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Atualmente, atos de misoginia frequentemente são enquadrados em crimes como injúria ou difamação, que possuem penas mais leves.

A nova proposta inclui a “condição de mulher” como um critério de discriminação dentro da Lei do Racismo, juntamente com raça, cor, etnia e religião. O projeto foi proposto pela senadora Ana Paula Lobato (PSB-MA) e relatada pela senadora Soraya Thronicke (Podemos-MS), em resposta ao aumento da violência contra a mulher no país.

Durante a votação, a senadora Soraya Thronicke destacou que, em 2025, o Brasil havia registrado quase 7 mil tentativas de feminicídio. As parlamentares enfatizaram que o ódio direcionado às mulheres tem se intensificado, especialmente online, através de grupos que promovem o desprezo e a desumanização das mulheres.

“O ódio às mulheres não é algo abstrato; é uma realidade estruturada que causa mortes diariamente”, afirmou Soraya Thronicke.

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Entenda os Conceitos:

Misoginia: É caracterizada pelo ódio, desprezo ou aversão extrema às mulheres.

Feminismo: É o movimento que busca a igualdade de direitos e oportunidades entre homens e mulheres.

Feminismo: É a ideologia que defende a superioridade da mulher sobre o homem (o oposto do machismo).

Próximos Passos:

O projeto recebeu 67 votos favoráveis e nenhum voto contrário. Apesar do apoio unânime, houve discussões sobre a relação entre a lei e a liberdade de expressão, com alguns parlamentares expressando preocupação com a possibilidade de punir opiniões religiosas ou artísticas.

A senadora relatora ressaltou que a Constituição já garante a liberdade de expressão, mas que esta não pode ser utilizada para justificar discursos de ódio e discriminação.

O projeto agora segue para análise da Câmara dos Deputados. Se aprovado sem alterações, será encaminhado ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para sanção e, assim, se tornará lei.

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