Senador Viana acelera investigação do INSSO! Documentos de Daniel Vorcaro retornam à CPMI. Gilberto Waller Júnior será ouvido. Acompanhe os avanços!
O senador Carlos Viana (Podemos-MG), também presidente da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que investiga os descontos indevidos em benefícios de aposentados e pensionistas do Instituto Nacional de Seguro Social (INSS), anunciou nesta terça-feira (3) que os documentos referentes à quebra de sigilos do dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, serão devolvidos à comissão.
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A decisão segue uma determinação do ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), que havia colocado as informações sob a tutela do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP). Viana informou que a expectativa é que os dados de Vorcaro retornem em “volta de duas a três semanas”, após a finalização da compilação pelos agentes da Polícia Federal (PF).
O depoimento de Daniel Vorcaro, inicialmente agendado para quinta-feira (5), foi adiado. A CPMI irá, então, ouvir o presidente do INSS, Gilberto Waller Júnior. A defesa do banqueiro solicitou o adiamento alegando “questões de saúde”, mas não detalhou a natureza do problema.
Viana esclareceu que o adiamento só foi aceito se a defesa não apresentasse um habeas corpus para impedir a comparecimento de Vorcaro na nova data. O senador enfatizou que, caso a defesa proceda com a medida, a CPMI irá buscar uma condução coercitiva.
Viana afirmou que Daniel Vorcaro está “disposto a vir”, demonstrando abertura para colaborar com a investigação. A CPMI aprovou, em 4 de dezembro, a convocação do banqueiro e a quebra dos sigilos “telemático, bancário e fiscal”, considerando a intimação “necessária” para obter esclarecimentos sobre a atuação do Banco Master na oferta de produtos financeiros a aposentados e pensionistas.
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A CPMI do INSS, instalada em 20 de agosto, realizou 29 reuniões até 4 de dezembro e retomará os trabalhos na quinta-feira. O foco do trabalho da comissão neste ano será a análise de fraudes em empréstimos consignados, com suspeitas de assédio, concessão sem consentimento e renovações fraudulentas que geraram dívidas impagáveis.
Em 2025, a comissão ouviu 26 testemunhas, incluindo Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”, que foi considerado “autor do maior roubo a aposentados e pensionistas da história do Brasil”. Segundo dados da CPMI, Antunes seria o operador do esquema e teria movimentado R$ 24,5 milhões em cinco meses.
Vários convocados optaram por permanecer em silêncio amparados por habeas corpus, enquanto outras testemunhas mentiram durante a prestação de esclarecimentos.
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