Senador Flávio Bolsonaro promove vigília e enfrenta ordem de prisão do STF

Senador Flávio Bolsonaro convoca vigília em Brasília; STF decreta prisão preventiva do ex-presidente. Ministro Alexandre de Moraes toma atitude

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(Imagem de reprodução da internet).

Na véspera do julgamento de um caso, o senador Flávio Bolsonaro (PL) utilizou as redes sociais para convocar uma vigília em memória de seu pai em Brasília. A publicação levou à ordem de prisão preventiva do ex-presidente, determinada pelo ministro Alexandre de Moraes do Supremo Tribunal Federal (STF).

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O vídeo, divulgado no final da tarde de 21 de novembro, convidava para uma reunião no Jardim Botânico, na altura do condomínio onde Bolsonaro residia.

Detalhes da Convocação

Flávio Bolsonaro especificou que a vigília começaria às 19h no sábado, 22 de novembro. A motivação da reunião era orar pela saúde do pai e pela retomada da democracia no país, pedindo a Deus que aplicasse sua justiça aos que perseguem pessoas consideradas inocentes e que ajudam criminosos.

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Reação do STF

Após analisar a situação, o STF considerou que a vigília apresentava riscos, especialmente devido à possibilidade de grande adesão e à violação da tornozeleira eletrônica de Bolsonaro. A decisão do ministro Alexandre de Moraes indicou que o “modus operandi” da convocação se assemelhava ao utilizado em tentativas de golpe de Estado.

Contexto da Prisão

Bolsonaro já estava em prisão domiciliar desde agosto, mas a nova decisão do STF determinou a detenção do ex-presidente. Ele foi levado à Superintendência da Polícia Federal em Brasília e ficará em uma sala de Estado, um espaço reservado para autoridades como presidentes da República.

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Essa medida se assemelha à que foi aplicada a Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em Curitiba.

Condenação e Penas

Bolsonaro foi condenado a 27 anos e três meses de prisão por tentativa de golpe de Estado. Os demais réus também foram considerados culpados e condenados a penas entre dois e 26 anos de prisão. A defesa do ex-presidente informou à EXAME que ainda não teve acesso ao documento que decretou a medida.

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