Senador aprova permanência de Paulo Gonet como Procurador-Geral da República

Senador aprova permanência de Paulo Gonet como procurador-geral. Votação no Senado registra 45 votos favoráveis e 26 contrários em 2025.

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(Imagem de reprodução da internet).

O Senado aprovou, na tarde de quarta-feira, 12 de novembro de 2025, a permanência de Paulo Gonet como procurador-geral da República. A votação final no plenário do Senado registrou 45 votos favoráveis e 26 votos contrários. A aprovação foi crucial, pois Gonet necessitava do apoio mínimo de 41 senadores para continuar exercendo o cargo até 2027.

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Gonet já ocupa a posição de procurador-geral desde 2023, uma nomeação também realizada por Luiz Inácio Lula da Silva. Na primeira instância, a aprovação ocorreu com 65 votos a favor e 11 contra, um cenário mais otimista em comparação com a votação atual, que se caracterizou por maior resistência e um clima político mais tenso.

Sabatina e Declarações Relevantes

Durante a sabatina, conduzida pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, Paulo Gonet enfatizou que a Procuradoria-Geral da República não busca reconhecimento público e que sua atuação se baseará em critérios técnicos e no respeito à Constituição.

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Gonet assegurou que a PGR respeita as funções dos demais poderes e não deve ser utilizada como instrumento de disputas políticas.

Críticas e Reações Parlamentares

O momento mais crítico da sabatina foi durante a fala do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que apresentou críticas severas a Gonet e ao ministro Alexandre de Moraes (STF). Bolsonaro questionou a decisão de reter Gonet na função, acusando Moraes de manipular informações e utilizar o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para influenciar a decisão relacionada aos eventos de 8 de janeiro de 2023. O senador também mencionou a suposta interferência do ex-assessor de Moraes, Eduardo Tagliaferro, na obtenção de informações sobre o caso.

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Defesa de Paulo Gonet

Paulo Gonet respondeu às acusações, defendendo que a legitimidade do Ministério Público deve ser avaliada pela consistência jurídica, e não pela popularidade. Ele reafirmou o compromisso da PGR com o respeito às competências dos demais poderes, rejeitando qualquer interferência em suas decisões, que são tomadas por agentes legitimados pelo voto popular.

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