Rejeição no Senado Americano Questiona Ações Militares na Venezuela
O Senado dos Estados Unidos rejeitou na quarta-feira, 15 de janeiro de 2026, uma resolução que buscava restringir a capacidade do presidente (Partido Republicano) de realizar ações militares em solo venezuelano. A proposta exigia a necessidade de aprovação prévia do Congresso para qualquer nova intervenção do Executivo no país sul-americano.
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O resultado da votação foi apertado, com 50 votos a favor e 50 contra, sendo o vice-presidente (Partido Republicano), que preside a Câmara, quem exerceu o voto de desempate.
Senadores Mudam de Ideia sob Pressão
Na semana anterior, os senadores apreciavam a resolução em plenário, com o apoio de cinco republicanos que haviam rompido com Donald Trump. Contudo, na votação de quarta-feira, Josh Hawley e Todd Young decidiram retirar seu apoio ao texto, após receberem pressão direta da Casa Branca.
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O presidente e o Secretário de Estado, Marco Rubio, realizaram ligações para tentar reverter os votos.
Rejeição Enfatiza a Questão da Relevância
A votação de quarta-feira foi interpretada como uma manobra processual que questionava a relevância da resolução. O argumento central era que não havia tropas norte-americanas mobilizadas no momento na Venezuela. Essa situação influenciou a decisão dos senadores que mudaram de voto, que consideraram o texto pouco relevante, mas não abandonaram suas críticas à operação militar de 3 de janeiro no território venezuelano.
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Vitória para Trump e a Questão Constitucional
A rejeição da resolução é vista como uma vitória para o presidente, que teria demonstrado irritação com o voto de republicanos que buscavam limitar suas ações em uma questão considerada fundamental para a política externa do seu governo. A Constituição dos Estados Unidos estabelece que é necessária a autorização do Legislativo para que o presidente inicie operações militares prolongadas no exterior.
Senadores aliados a Trump argumentam que a captura de membros do partido PSUV (esquerda) seria apenas a aplicação da lei, e que o presidente cumpre seu papel ao autorizar ações limitadas para assegurar a segurança nacional.
