Senado dos EUA aprova lei para vítimas de “deepfakes” gerados por IA

Senado dos EUA aprova lei para processar criadores de “deepfakes” sexuais gerados por IA. Medida surge após uso do chatbot Grok da X.

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(Imagem de reprodução da internet).

O Senado dos Estados Unidos aprovou, em votação unânime na terça-feira, 13, uma legislação que permite às vítimas processar responsáveis pela criação de imagens sexuais geradas por inteligência artificial (IA) sem consentimento. A medida surge após relatos de uso do recurso de inteligência artificial da rede social X.

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As imagens manipuladas, conhecidas como “deepfakes“, representam uma preocupação crescente. A proposta, denominada Defiance Act (Lei de Desafio), estabelece um direito civil federal, possibilitando que vítimas busquem reparação legal, incluindo indenizações e ordens de restrição contra autores de conteúdo pornográfico ou vexatório.

Complemento à Lei Existente

A nova legislação complementa uma lei sancionada em 2024, que obriga as plataformas de redes sociais a removerem conteúdos explícitos não consensuais em até 48 horas após a solicitação da vítima. O senador democrata Dick Durbin, de Illinois, liderou a iniciativa no plenário do Senado.

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Durante a discussão, o senador Durbin descreveu as imagens geradas pela IA como “horríveis”, citando denúncias recentes sobre o uso do chatbot da X, Grok, para despir mulheres e meninas menores de idade. Ele detalhou que o Grok gerava cenas explícitas, que não foram repetidas para evitar constrangimento.

Apoio Bilateral e Repercussão Internacional

A Lei Defiance conta com o co-patrocínio do senador republicano Lindsey Graham, da Carolina do Sul. Ela se junta à Lei Take It Down, sancionada por Donald Trump em maio do ano passado, que prevê penalidades criminais para a distribuição intencional de imagens explícitas sem consentimento.

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A X se tornou um dos principais locais para a disseminação de imagens sexualizadas geradas por IA sem consentimento, conforme dados da Bloomberg. Uma análise de 24 horas do conteúdo da conta @Grok identificou a geração de 6.700 imagens explícitas ou sugestivas a cada hora.

A situação gerou repercussão internacional, com Malásia e Indonésia restringindo o acesso ao assistente de IA. No Reino Unido, o recurso foi alvo de investigação do governo. O bilionário dono da X, Elon Musk, afirmou que não tinha conhecimento da criação de imagens nua de menores de idade pelo Grok, ressaltando que o chatbot se recusa a produzir conteúdo ilegal.

A xAI, responsável pelo recurso de inteligência artificial da X, admitiu falhas nos mecanismos de proteção e implementou melhorias para conter a ocorrência de imagens de cunho sexual. A empresa também limitou o acesso à ferramenta de criação de imagens do Grok a usuários do plano premium, buscando mitigar a repercussão negativa e evitar novas denúncias.

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