Uma pesquisa do Instituto Corrida Amiga revelou que 44% dos semáforos da cidade de São Paulo concedem apenas cinco segundos para a travessia de pedestres. Esse intervalo de tempo é considerado inadequado, especialmente para pessoas com mobilidade reduzida, idosos e crianças, segundo a diretora do instituto, Silvia Stuchi.
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Análise das Normas e Reclamações
De acordo com o Estatuto do Pedestre, 80% das travessias devem ser suficientes para idosos e 90% para crianças e pessoas com deficiência. O levantamento do instituto identificou problemas em diversos pontos da cidade, incluindo o cruzamento da Avenida Paulo VI com a Rua Lisboa, na Zona Oeste.
Cidadãos e moradores reclamam da falta de segurança e do tempo insuficiente para atravessar as vias. A situação tem gerado preocupação, com dados do SP1 indicando um aumento nas reclamações. Entre janeiro e setembro de 2025, foram registradas 2.127 reclamações, um aumento de 14,23% em relação ao mesmo período do ano anterior.
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Impacto e Mudanças Graduais
Apesar das reclamações, o tempo médio de sinal verde para pedestres aumentou de 4,7 segundos para 5,8 segundos em um ano. O tempo médio de espera diminuiu de dois minutos para um minuto e 38 segundos no mesmo período. No entanto, em mais da metade das travessias, o tempo de espera ainda ultrapassa 90 segundos.
Resposta da CET
A Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) explica que a duração dos tempos de passagem é determinada pela largura da via. A CET também menciona a possibilidade de aumentar o tempo de sinal verde e a criação de mais faixas de pedestre. O órgão informou que utiliza o mesmo modelo de semáforo nos cruzamentos da Avenida Paulo VI com a Rua Lisboa, da Avenida João Dória e da Rua Maria Paula.
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A CET informou que equipes técnicas irão vistoriar os equipamentos para verificar a funcionalidade.
