Copom eleva Selic e impacta mercado imobiliário. Banco Central aumenta taxa para 15% e prevê cortes futuros. Mercado imobiliário acompanha mudança na Selic
O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central elevou a taxa básica de juros, a Selic, para um patamar historicamente alto, refletindo o ciclo de aperto monetário iniciado em setembro de 2024. O objetivo é conter a inflação, que tem se mantido em níveis elevados.
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A decisão, tomada na primeira reunião do ano, já foi amplamente prevista pelo mercado, com projeções de um corte futuro de 0,25 ponto percentual.
A sinalização do Banco Central aumenta a confiança de que os cortes de juros começarão em breve. Peixoto Accyoli, CEO da rede de franquias RE/MAX Brasil, ressalta que a relação entre a Selic e o crédito imobiliário não é automática, mas sim um processo gradual. É importante notar que os efeitos da mudança na Selic sobre o mercado imobiliário não são imediatos.
A alta da Selic exerce influência direta sobre o custo do crédito no país, reduzindo a capacidade de compra das famílias e impactando a demanda por financiamentos. Isso tende a esfriar o mercado imobiliário. A migração de recursos de investimentos, como a poupança e o setor imobiliário, para ativos com maior rentabilidade, também pressiona a oferta de crédito.
Mesmo com a Selic em 15%, o financiamento ainda pode ser uma opção viável, especialmente para quem precisa resolver uma demanda habitacional urgente ou sair do aluguel. As taxas oferecidas pelos bancos, especialmente em instituições públicas, são mais baixas.
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Em operações concretas, é possível encontrar financiamentos ao redor de 12% ao ano, dependendo do perfil do comprador e do relacionamento com o banco.
A decisão do Copom, combinada com a expectativa de queda da Selic nos próximos meses, levanta questões sobre a melhor estratégia para quem busca comprar um imóvel. Apesar da defasagem entre a política monetária e a redução das taxas finais, o mercado trabalha com projeções de Selic em torno de 12,5% no fim do ano. Apesar da expectativa de queda, a diferença de 2,5 pontos percentuais em relação ao nível atual ainda representa um desafio.
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