Selic Cai: Investidor Precisa Avaliar Riscos em Cenário de Queda!

Selic cai, mas investidor deve cautela! Copom reduz taxa para 12,25% em 2026. Riscos e oportunidades no mercado. Descubra como avaliar a estratégia ideal.

19/03/2026 10:25

2 min de leitura

(Imagem de reprodução da internet).

Selic Cai, Mas Investidor Precisa Avaliar Riscos

O Comitê de Política Monetária (Copom) anunciou um corte na taxa Selic nesta quarta-feira, 18, marcando a primeira redução em quase dois anos. Segundo o Boletim Focus, a Selic deve atingir 12,25% até o final de 2026, representando uma queda de 2,75 pontos percentuais.

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A principal questão que surge é se essa queda antecipada é uma aposta segura para o investidor. Especialistas consultados pela EXAME apontam que a resposta é complexa e depende de diversos fatores.

Riscos e Oportunidades em um Cenário Instável

No mercado, títulos prefixados de longo prazo, como os de 14%, ainda são encontrados. No entanto, essa taxa elevada reflete a instabilidade atual, onde o preço do petróleo pode aumentar. Marilia Fontes, sócia-fundadora da Nord Investimentos, alerta: “Essa taxa alta não vem de graça.

Ela está assim porque estamos num momento bem instável”. O investidor que optar por essa estratégia corre o risco de a inflação superar as expectativas, o que corroeria a rentabilidade prefixada.

Tesouro IPCA+ e a Proteção Contra a Inflação

Apesar dos riscos, os especialistas reconhecem boas oportunidades. Gustavo Harada, head de alocação da Blackbird Investimentos, enfatiza a importância da diversificação e da construção de um portfólio adequado ao perfil do cliente. Um ponto central é o investimento em títulos do Tesouro IPCA+, que oferecem uma taxa de retorno real, protegendo o investidor contra a inflação. É possível encontrar Tesouro IPCA+ 7%, acima da média histórica.

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Fatores que Influenciam as Taxas do IPCA+

Hulisses Dias, mestre em finanças pela Universidade de Sorbonne, explica que as taxas do IPCA+ dependem de três fatores principais: expectativas para a taxa de juros, ancoragem inflacionária e risco fiscal. Em um cenário de queda gradual da Selic, é natural observar uma compressão das taxas reais.

No entanto, o principal vetor de risco continua sendo o fiscal. Qualquer deterioração na percepção de sustentabilidade das contas públicas tende a elevar o prêmio de risco exigido pelos investidores.

Diversificação e Timing de Entrada

As expectativas de inflação também desempenham um papel crucial. Se permanecerem bem ancoradas, favorecem a queda das taxas reais. Caso contrário, podem limitar ou até reverter esse movimento. Hulisses Dias ressalta que o timing de entrada é menos importante do que a consistência da alocação. O investidor precisa estar preparado para o fato de que o cenário pode piorar antes de melhorar.

Um exemplo recente é 2024, quando taxas de IPCA+ ao redor de 6% já eram vistas como uma oportunidade relevante e, ainda assim, vimos níveis próximos a IPCA+ 8% recentemente.

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