Novo Presidente Português Escolhido em Dois Turnos
Em 8 de fevereiro de 2026, Portugal realizou suas eleições presidenciais, marcando a escolha de seu novo líder. As pesquisas de intenção de voto indicavam uma vantagem significativa para Seguro (63 anos), candidato de centro-esquerda apoiado pelo Partido Socialista. A disputa era contra Ventura (43 anos), candidato da Chega (direita). Os resultados preliminares, divulgados pelo Público, RTP e Antena 1, através de uma pesquisa da Universidade Católica, mostraram Seguro com 56% das intenções, contra 25% para Ventura.
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Análise dos Resultados Eleitorais
A pesquisa de 29 de janeiro a 2 de fevereiro de 2026 apontou uma diferença superior a 20 pontos percentuais entre os candidatos. Essa vantagem se deveu principalmente à transferência de votos de candidatos eliminados no primeiro turno, incluindo aqueles que apoiaram Luís Marques Mendes (centro-direita), Henrique Gouveia e Melo (independente) e João Cotrim Figueiredo (Iniciativa Liberal).
Seguro declarou seu apoio a Marques Mendes, argumentando que ele representava os “valores que defende”, como “defesa da democracia”, “garantia do espaço da moderação” e o “respeito pelo propósito de representar todos os portugueses”.
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Contexto Político e Desgaste da Esquerda
A vitória de Seguro no segundo turno representou uma vitória para a esquerda, que enfrentava um momento de desgaste no país. A campanha de Seguro apelou ao “voto útil”, buscando consolidar o apoio para enfrentar Ventura. Os candidatos da esquerda, embora não desistissem, viram Seguro chegar ao segundo turno, buscando o voto útil para vencer Ventura.
Análise de Especialistas e Desafios da Esquerda
O deputado Pinto (centro-esquerda), derrotado no primeiro turno, atribuiu parte da crise da esquerda a uma articulação internacional da direita, com financiamento e influência digital. Ele também apontou para o “cansaço” da população com as experiências governativas do PS, de 2015 a 2024, que não conseguiram resolver crises na habitação e no sistema público de saúde. A eurodeputada Catarina (Bloco de Esquerda) mencionou a “geringonça” (2015-2019), coligação que levou o PS ao cargo de primeiro-ministro, como um exemplo de desafios para a esquerda. A “geringonça” foi formada por uma aliança entre o PS, o BE, o PCP e o Partido Ecologista “Os Verdes”.
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Desafios e Perspectivas para o Novo Presidente
A dissolução do Parlamento em outubro de 2021, após o PS aprovar o Orçamento, e a ascensão do PSD, com Montenegro como premiê, marcaram um novo período para Portugal. A relação entre os partidos de esquerda se tornou mais tensa, após a vitória do PSD nas eleições legislativas de 2019. O novo presidente, Seguro, terá que lidar com os desafios da economia, da imigração e da estabilidade política, além de buscar um consenso com os diferentes partidos e forças políticas do país.
